Mistura e Manda
Nº 12 - 25/08/2003
Novidades no Brasileirinho
A partir deste domingo, dia 24 de agosto, o Brasileirinho
entra na era do streaming. Isso mesmo, já é possível ouvir arquivos de áudio em
tempo real na nossa página. Começamos por nossas Entrevistas, que não precisam
mais, portanto, serem baixadas para o seu computador para serem ouvidas. Quem
não tiver o RealOne Player pode usar o link que colocamos na página de Entrevistas
para obtê-lo gratuitamente.
Esta semana, entrou no ar nosso comentário
sobre o disco americano do Caetano Veloso, um álbum que levou cinco anos para
sair no Brasil (justificando os versos de "Trilhos Urbanos": O melhor o tempo
esconde, longe, muito longe...).
Estabelecemos uma nova parceria,
com a empresa de turismo Rota Cultural, de Porto Alegre, apoiando algumas de suas
excursões, como as para a exposição de Cândido Portinari em São Paulo e à serra
gaúcha (ver Dicas).
(Fabio Gomes)
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Nadinho da Ilha
Este sambista carioca, que fez três espetáculos em Curitiba neste final de semana, é da linhagem dos cantores negros de voz encorpada, como Jamelão e Monsueto, sendo também compositor e ator. Criado no Morro do Boréu, no Rio de Janeiro, é sobrinho de Nilo Chagas (ex-integrante do famoso Trio de Ouro, ao lado dos imortais Herivelto Martins e Dalva de Oliveira). Nadinho começou na música aos 12 anos. E em grande estilo, através de Geraldo Pereira, que o levou para tocar tamborim em seu programa de rádio, quando observou sua facilidade com o samba. Também no convívio com Aniceto do Império e Xangô da Mangueira Nadinho aprendeu importantes lições. O contato com os sambas sincopados de Geraldo ajudou-o a desenvolver um apurado senso rítmico, além de atuar como cantor na Escola de Samba de Heitor dos Prazeres. Mais tarde, tornou-se integrante da Ala de Compositores de umas das mais tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro, a Unidos da Tijuca.
Como cantor, Nadinho tem onze discos gravados (um deles, Cabeça Feita, de 1977, muito elogiado, foi recentemente relançado na coleção 100 anos de Música da Odeon) e diversas participações em discos e shows de bambas como Monarco (A Voz do Samba, 1991, prêmio Sharp de melhor disco de samba), Dona Ivone Lara, Délcio Carvalho e a trilha sonora da peça Ópera do Malandro. Nesta peça, fez a abertura com bastante destaque, além de atuar, ainda nos anos 70, emDeus lhe Pague. Contracenou também com Chico Anísio e Agildo Ribeiro.
Em 1999, gravou o CD O Samba bem humorado de Nadinho da Ilha, com arranjos de Paulão 7 Cordas e Henrique Cazes. No repertório, clássicos e inéditos de Geraldo Pereira, Ismael Silva e um samba feito especialmente para o disco por Aldir Blanc: “Volante de Contenção”.
(Anildo Guedes, Cimples SambaEChoro, Curitiba)
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Camerata Alma Brasileira prepara o 1º CD
O violonista Moysés Lopes, da Camerata
Alma Brasileira, acompanhou nesta semana a mixagem de 7 das 13 faixas que
vão integrar o CD de estréia do grupo, intitulado Deixa Assim, gravado
em Porto Alegre. Em breve, deve começar a masterização do trabalho, ainda sem
data confirmada para lançamento. Para diminuir a ansiedade dos fãs, a Camerata
anuncia que apresentará novos arranjos e fará algumas surpresas na edição de setembro
da série Na Roda do Choro, na Casa de Cultura Mário Quintana, no próximo dia 2.
(F. G.)
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Letícia em Sampa
A cantora gaúcha Letícia Oliveira assumiu de vez a carreira solo, depois de um período em que continuava atuando com a banda Hard Working. Morando em São Paulo desde março, esta batalhadora artista ia ao Rio de Janeiro (de ônibus!) toda semana durante todo o primeiro semestre para cursar Produção Fonográfica que Fábio Fonseca ministra no IATEC. Em breve, Letícia pretende voltar ao sul com o espetáculo Só Alegrias.
(F. G.)
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A estrofe esquecida de "A Felicidade"
Todo mundo conhece “A Felicidade”
(“Tristeza não tem fim, felicidade sim...”), clássico da bossa nova composto por
Tom Jobim e Vinicius de Moraes para o filme Orfeu do Carnaval, do francês
Marcel Camus (1959). O que não é muito conhecido é uma estrofe desta música que
só localizei em uma gravação, no disco Vinicius de Moraes en La Fusa con Maria
Creuza y Toquinho, gravado por Maria Creuza, Toquinho e Vinicius em 1971 para
a Trova na Argentina. Apesar do nome da boate constar do título, trata-se de uma
gravação de estúdio. A RGE lançou aqui este LP em 1972 como Eu Sei que Vou
te Amar – Maria Creuza com participação especial de Vinicius de Moraes e Toquinho.
Eis os versos, cantados por Vinicius:
“A felicidade é uma coisa louca/ Mas tão delicada também/ Tem flores e amores de todas as cores/ Tem ninhos de passarinhos, tudo isso ela tem/ E é por ela ser assim tão delicada/ Que eu trato sempre dela muito bem”.
(F. G.)
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Nelson Coelho de Castro recebe prêmio Lupicínio

O compositor Nelson Coelho de Castro recebeu na terça, 19 de agosto, o prêmio Lupicínio Rodrigues, concedido pela Câmara Municipal de Porto Alegre por iniciativa do vereador Raul Carrion, que destacou a atuação artística e o apoio do homenageado aos movimentos sociais. Nelson, que lançou recentemente o CD Da Pessoa, declarou-se honrado com o prêmio.
(F. G.)
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