BRASILEIRINHO, O ESPETÁCULO
Brasileirinho é um espetáculo musical em que Sandrinha Sargentelli homenageia seu tio, o empresário Oswaldo Sargentelli, o showman que mais valorizou o samba e o negro no país. Tendo estreado como Ritmo das Cores em 13 de maio de 2003, com a bênção do padre Antônio Maria, manteve este nome até sua apresentação no Conrad Resort & Casino em Punta del Este (Uruguai), entre os dias 4 e 7 de fevereiro de 2005, que alcançou grande sucesso. Lá, recebeu o apelido de "Brasileirinho", que foi adotado como nova denominação a partir da reestréia no Ópera São Paulo, a 9 de março de 2005, assinalando sua 150ª apresentação. Com apoio do site Brasileirinho, a temporada no Ópera durou até 26 de abril de 2006, sempre com ótimo público.
Comandadas por Sandrinha, louras, morenas e mulatas se revezam em quatro entradas de 15 minutos, com intervalos de 15 minutos, totalizando 2 horas de música da melhor qualidade. São doze trocas de luxuoso figurino, e um desfile com cerca de 50 fantasias em meio à fumaça de gelo seco e telão multimídia que valorizam o espetáculo de resgate à cultura. Russo e Xaxá. garantem a qualidade da execução musical. Tudo isso para não falar nas seis bailarinas que não estão no mapa - "Todas de cinturinhas finas, coxinhas grossas, carinhas de safadas, boas dentaduras e cheirosas", como definiria o mulatólogo Sargentelli.
Ao som de "Brasileirinho" (Waldir Azevedo), a bailarina realça a performance do samba no "ziriguidum das pontas", mesclando-o à formação clássica. Já em "Samba da Minha Terra" (Dorival Caymmi), o casal enaltece a gafieira. Outros sucessos lembrados são "Isso Aqui o que É" (Ary Barroso) e "Mulata Assanhada" (Ataulfo Alves), culminando com o carnaval que traz "Coisinha do Pai" (Jorge Aragão - Almir - Luiz Carlos) e "Explode Coração (Peguei um Ita no Norte)"(Demá Chagas - Arizão - Celso Trindade - Bala - Guaracy - Quinho), numa apoteose interativa. Cartola e Paulinho da Viola também têm músicas cantadas no show.
Desde sua estréia na Casa da Fazenda do Morumbi, o show já foi apresentado no Gauguin, Teatro Itália, Grand Hyatt São Paulo, Grand Mellia, Club Homs, Bar Brahma, Gallery 21, Passatempo, Piove e Ópera São Paulo, entre outros lugares. Vários artistas já fizeram participação especial no espetáculo, como Ângela Maria, Jair Rodrigues, Luiz Ayrão, Sérgio Reis, Fúlvio Stefanini e Cauby Peixoto. Em 2004, o espetáculo homenageou também o centenário do compositor Lamartine Babo.
Sandrinha fala do espetáculo:
- Cada vez que uma mulata é respeitada em cena (ou fora dela) sinto que meu tio-padrinho volta ao nosso convívio! Apaixonado por nossas raízes - especialmente pelo batuque do samba - raciocínio rápido e antropólogo prático, ele celebrou o estereótipo da miscigenação, criando um símbolo que povoa o imaginário, assim como Jorge Amado fez na literatura e Di Cavalcanti na pintura.
Conheça mais sobre a Cia. Sandrinha Sargentelli em www.sargentelli.com.br.
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