Sinceridade.
Eu prefiro morrer.
Mais uma
desilusão.
Entre
amarguras.
O QUE É UM VIOLÃO
(1930)
O violão, meu amigo e companheiro
Que sempre partilhou
de minha dor
Na serenata sempre foi bom companheiro
Numa modinha, o meu
melhor inspirador,
Nem bandolim nem violino bem tocado
Nem mesmo um
cavaquinho em boa mão
Me fizeram ficar tão inspirado
Quanto
fiquei com o som de meu violão
Ele, quem me ditou o canto e a rima
Ele quem a vibrar se acostumou
Soluça no bordão, geme na
prima...
É ele quem me anima e me seduz.
Juro deixar o mundo
alegremente,
Desde que eu tenha um violão por cruz.
***
OUTROS
POEMAS
Quem não conhece um mestre rabugento
Urso de membros
atrofiados
Professor e conselheiro do São Bento
Que julga ter modos
educados
Chapéu preto, roupa preta, sempre a mesma
Chapéu
que na cabeça mal lhe assenta
Roupa suja e pegajosa como a lesma
Bigode
a cair-lhe pela venta.
(In: O Mamão, jornal escolar manuscrito,
1925)
***
O caralho é o pai de todos os mortais
Consolador
de pombas e bocetas
Alma dos cus e coração das gretas...
(...)
Foi
com quem sua mãe sempre se viu
Ele é meu pai, seu pai, pai do
soneto
Pai da puta que o pariu!
(1926)
***
Jocelyn,
Jocelyn,
Jocelyn da Encarnação,
Severo amigo,
Mais que
amigo, irmão.
(1936)