Brasileirinho - PrincipalBoletim de hoje * Mande Notícias!

 

Agência de Notícias Brasileirinho

Boletim de 30/10/09

SITE BRASILEIRINHO DIVULGA
TEXTOS DE NOEL ROSA

Série será concluída no dia dos 99 anos do Poeta da Vila

Noel Rosa era conhecido, ainda em vida, como Poeta da Vila, pela qualidade dos versos que escrevia para melodias de parceiros como Vadico, Ary Barroso, Custódio Mesquita, Henrique Britto, ou suas mesmo. Não há registro nem indícios de que tenha pensado em seguir carreira literária.

Diversos textos de sua autoria foram conservados, graças ao cuidado da família e de amigos como Almirante. São alguns poemas, uma coletânea de máximas (Meus Pensamentos) e textos para radioteatro - uma série de esquetes cômicos (Conversas de Esquina) e duas operetas (Ladrão de Galinha e O Barbeiro de Niterói). Esta produção, por ser de autoria, exclusiva de Noel Rosa, também se encontra em domínio público desde 2 de janeiro de 2008. (Existe uma terceira opereta, intitulada A Noiva do Condutor, escrita por Noel em parceria com o maestro Arnold Glückmann, responsável por quase todas as melodias e a orquestração; Noel fez o texto, as letras e algumas melodias. Por ser em parceria, esta obra não se encontra ainda em domínio público.)

O site Brasileirinho inicia nesta sexta-feira a publicação de mais esta faceta da obra de Noel já liberada de direitos autorais. Nas próximas semanas, publicaremos todas as sextas alguns textos de Noel, até o dia 11 de dezembro, data em que comemoramos seus 99 anos. Iniciamos hoje com cinco poemas seus.

Nenhum foi publicado quando Noel vivia. Apenas dois têm título - Desilusão e O que é um Violão. Deste soneto, Almirante publicou em No Tempo de Noel Rosa uma reprodução fac-similar do manuscrito original, em cuja folha Noel desenhou parte do braço de violão. Antes de sair em livro, Desilusão já fôra recitado em 1951 por Almirante num dos programas que produziu para a Rádio Tupi do Rio de Janeiro também denominados No Tempo de Noel Rosa. Os outros três textos se encaixam na principal característica da produção literária de Noel: o humor, também presente em boa parte de suas letras. Um deles era uma brincadeira com José Piragibe, um de seus professores no Ginásio São Bento, e foi publicado por Noel em seu jornalzinho satírico O Mamão; o segundo, com versos licenciosos, é recitado por Rafael Raposo numa das cenas do filme Noel-Poeta da Vila, de 2006. O último é uma quadrinha que Noel dedicou a seu amigo de infância Jocelyn da Encarnação, que em 1936 andava preocupado com o rápido avanço da tuberculose que vitimaria Noel no ano seguinte.

Sabe-se de pelo menos mais um poema, na verdade uma prova da Faculdade de Medicina que Noel respondeu toda em versos; esta preciosidade, porém, não foi conservada. Por fim, há uma carta em versos que Noel enviou de Belo Horizonte a seu médico Edgar Graça Mello; por ter sido musicada posteriormente, esta carta será publicada à parte, ainda nesta série que dedicamos aos textos de Noel Rosa.

(Fabio Gomes/ Agência de Notícias Brasileirinho)

Copyright © 2008. É proibida a reprodução total ou parcial
do conteúdo do Brasileirinho para fins comerciais