Misture e Mande

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Mistura e Manda

Nº1 - 9/6/2003

Novidades no Brasileirinho

Algumas coisas têm mudado aqui no Brasileirinho. Calma, nosso compromisso com a legítima Música Brasileira continua o mesmo. Aliás, é por causa dele que procuramos sempre qualificar nossa página. A maior mudança recente ocorreu nas Dicas. Elas, que até recentemente se restringiam a Porto Alegre, estão agora incluindo eventos de outros Estados. Afinal, temos recebidos mensagens de todo o Brasil, além do exterior (Uruguai, Estados Unidos, Espanha). Visando uma maior interação, foram criadas contas de correio eletrônico para que leitores e artistas mandem suas Dicas também (afinal, não temos como acompanhar tudo!). Outra novidade é a possibilidade de assinatura das Dicas, para recebimento toda sexta.

Além disso, os Artigos foram organizados por seções (CDs, Espetáculos, Especiais etc.), tornando a busca mais intuitiva. Você sentiu falta daquele item "Indique nosso site", que rolava na área de Destaques? A indicação do Brasileirinho pode ser feita agora clicando-se no logotipo do canto superior direito, na área de Adicionais da página principal. Mais mudanças devem ocorrer em breve, para informá-los melhor e facilitar a navegação por nossas páginas.

A mudança de hoje você já está vendo. É o Mistura e Manda, que nasce para cumprir esse papel de mesa de bar no Brasileirinho: deixá-los a par do que anda acontecendo por aqui, veicular notícias ou comentários curtos e transmitir a outros leitores o seu recado. Veja abaixo como participar do Mistura e Manda e como recebê-lo todas as segundas.

(Fabio Gomes)

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O Bigode do Chico

Esta eu fiquei devendo ao participar da homenagem a Chico Buarque promovida pelo Litterata Espaço Cultural Livraria e Café (Porto Alegre, 1/4/03). Anunciei que falaria sobre o bigode que o compositor cultivou na década de 1970, mas isto acabou não ocorrendo. Então, saldando a dívida:

Chico aparece com bigode na capa de seis LPs (Construção, 1971; Caetano e Chico Juntos e ao Vivo, 1972; Chico Canta, 1973; Sinal Fechado, 1974; Chico Buarque e Maria Bethânia ao Vivo, 1975; e Meus Caros Amigos, 1976). Foi uma época de intensa luta de Chico contra a Censura que os ditadores de plantão impunham à sociedade brasileira. Mesmo recorrendo a alguns artifícios - como adotar o pseudônimo Julinho da Adelaide em alguns sambas, ou entregar para a Censura a relação das músicas a serem cantadas nos espetáculos com alterações nos títulos (o que garantiu, raras vezes, a apresentação de "Cálice", rebatizada como "Pai") -, ficou difícil para Chico segurar a barra e ele chegou a passar nove anos sem fazer show (depois desse com Bethânia, só voltou aos palcos em 1984).

Tá, e o bigode? Pois é. Acredito que Chico o usou nesse período de repressão como uma alusão à Censura. O bigode representaria uma tarja sobre sua boca, uma tentativa de silenciá-lo. Basta ver que, no disco de 1978 (intitulado apenas Chico Buarque), em que ele pôde gravar até "Apesar de Você", ele já está sem bigode - para sempre.

(F. G.)

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Pensão para Plauto

O músico Henrique Mann lamentava que o flautista Plauto Cruz não tivesse uma aposentadoria, durante o espetáculo que marcou sua volta aos palcos. O fato era espantoso, afinal ele toca profissionalmente há quase 60 anos! Felizmente, no dia 4 de junho, os vereadores de Porto Alegre aprovaram a concessão de uma pensão vitalícia de 2 salários mínimos para Plauto.

(F. G.)

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