Misture e Mande

Arquivo

Mistura e Manda

Nº 9 - 04/08/2003

Novidades no Brasileirinho

Um texto do Marcello Campos, que já estava no ar, Elza Soares: Gargalhadas e Lágrimas, está desde sexta com as lindas fotos que o Marcello fez da cantora no Salão de Atos da UFRGS, em março. Também colocamos no ar um texto novo, Radamés Gnattali: Primeiros Acordes, sobre a infância e o início de carreira do maestro gaúcho.

Esta semana, ainda, estreamos um novo diretório, na esquerda da nossa página principal: Links, para que você acesse mais facilmente os sítios que recomendamos. Nas Dicas só vai ficar a indicação da semana. Falando nas Dicas: elas passam a contar com mais uma entrada, Eventos, cujo título é emoldurado por dois logotipos do Brasileirinho, para assinalar que ali constam as programações que tem o nosso apoio oficial.

Outra novidade foi o acerto de uma troca de informativos do Brasileirinho com a cantora Adriana Deffenti, que faz um informativo informal, o Olá Pessoas!, que os leitores do Mistura e Manda já receberam quarta, dia 30. A parceria inclui o envio do Mistura à lista da Adriana, num intercâmbio bastante interessante e que muito nos orgulha.

(Fabio Gomes)

***

Nova voz: Carolina

Vou falar sobre coisas que me fascinam. Cacá, ou Carolina, tem uns 24 anos, parece uma menina, e é a cantora que mais me impressionou nos últimos tempos. Canta na noite, repertório roqueiro e emepebista, manda bem no violão. Adora Pink Floyd e tem composições próprias. Acho que ela ainda não tem consciência do poder que sua voz e presença têm, o que traz uma inocência, uma emoção despretensiosa de quem canta só pelo prazer de estar cantando. Eu me apaixonei pela imagem e som dessa menina/mulher cantando. E sei que quem tiver olhos e ouvidos pra fazê-lo também vai sentir isso. Então pessoas, façam este favor pra vocês. Todo mundo merece ouvir e ver Cacá!

Ela canta todas as quartas num lugar chamado Psicoarte (muito legal!) e eu sempre estou por lá pra assistir e dar uma canjinha!

(Adriana Deffenti, cantora)

***

Cobertor curto

A Prefeitura de Porto Alegre anunciou na semana que passou que o desfile do Carnaval de 2004 será no Porto Seco, no extremo nordeste da cidade. A obra da pista de eventos (ou sambódromo) só estará concluída no início de 2005 (só então, por exemplo, haverá arquibancadas e sanitários fixos, este ano ainda serão alugados). Por que não desfilar mais uma vez na Augusto de Carvalho e só ir para o Porto Seco após o final da obra? Não creio que escolas e público tenham interesse em um desfile num local sem totais condições. Curioso é que, em maio, quando a Prefeitura revelou estar em dificuldades financeiras, a obra da pista foi a primeira a sofrer cortes.

Como o cobertor parece estar curto, desta vez, com a pista voltando a ser prioridade, foram cortadas as verbas dos projetos mensais da Secretaria Municipal de Cultura (SMC). Alguns ainda acontecem em agosto (Chorinho na Godoy, Recitais na Radamés, Palco Nativo, Rock na Radamés e Três Cadeiras Vazias, Três Ases de Ouro), mas a partir de setembro estão cancelados. Os músicos que tinham apresentações confirmadas já receberam a notícia do novo coordenador de Música da SMC, Álvaro Santi.

(F. G.)

***

Rádio Cabeça

Sabe aquela música que você ouve de manhã e passa todo o dia cantarolando, assobiando ou ao menos lembrando? Pois é, ela está tocando na sua Rádio Cabeça.

A primeira referência formal que tive dessa emissora foi em “O Último Blues”, que Chico Buarque fez para o filme Ópera do Malandro, de Ruy Guerra (1985), onde é cantada por Cláudia Ohana (Gal Costa a gravou no mesmo ano). Após dizer a Tigrão (Edson Celulari) que não adianta achar que ele vai seduzi-la e esquecê-la, Ohana revela que está é se divertindo com ele (“Os dois parecem um casal/ Mas é mentira” – grande sacada!) e - atenção agora - está lá, na última estrofe, com maiúsculas e tudo:

“Essa menina pode ir pro Japão/ Na vida real/ Você é quem enlouquece/ Apaga a última luz/ E nos cantos do seu quarto/ A figura dela fosforece/ Ao som do último blues/ Na Rádio Cabeça/ Se puder esqueça/ A menina que você seduz.”

Seria, então, Chico o criador (ou o descobridor) da Rádio Cabeça? Não, não. Já na década de 1840, o pequeno Piotr Ilich Tchaikovsky, sem saber que quando crescesse seria o mais popular compositor russo, já demonstrava grande facilidade de memorizar na hora qualquer música que ouvisse. Sua família acostumou-se a ser acordada pelos gritos do filho no meio da noite:

- Tirem essa música da minha cabeça, ela não me deixa dormir!

A quem interessar possa, a música campeã da minha Rádio Cabeça na semana que passou foi “Não Tá nem Aí”, do Fundo de Quintal (CD Festa da Comunidade, BMG), um partido da melhor qualidade.

Informe para nós qual a música que está na sua Rádio Cabeça, através do Fale Conosco, da Dica do Leitor, ou então Misture e Mande. Estaremos divulgando na atualização das Dicas nas quintas.

(F. G.)

***

Banda Itinerante recebe Prêmio Lupicínio Rodrigues

A Banda Itinerante recebeu na noite de 30 de julho o prêmio Lupicínio Rodrigues da Câmara Municipal de Porto Alegre. A homenagem foi proposta pelo vereador João Bosco Vaz.

O grupo, comandado pelo mestre Irajá Gutierrez, foi criado em abril de 1997 no Bambas da Orgia para animar as quadras durante o ano todo, apresentando-se em uma escola diferente a cada semana. Para os fãs da banda, havia sempre a preocupação de descobrir onde ela estaria tocando, tarefa facilitada recentemente pelo jornal Diário Gaúcho, que vem publicando, nas quintas, na coluna de Renato Dornelles (Chora, Cavaco), onde a Itinerante estará sábado. Recentemente, a banda apresentou-se no bar Carinhoso, abrindo uma nova frente para seu trabalho.

(F. G.)

Copyright © 2003. É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo do Brasileirinho para fins comerciais