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Mistura e Manda

Nº 103 - 30/5/2005

CAMPEÕES DA SEMANA
Os mais lidos entre 22 e 28/5


1) Roberto Carlos e a Religião - 279
2) Samba: Origens, Transformações e Indústria Cultural (1916-40) - 174
3) Bachianas Brasileiras - 147
4) O Trabalho na Música Popular Brasileira - 141
5) Carnaval e Comunicação no Morro da Mangueira - 119

Obs: em número de acessos

A mil pelo Brasil...

Em maio, recebemos e-mails de leitores do Acre, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

... e pelo mundo afora

Também fomos comprovadamente acessados por leitores de Alemanha, Argentina, Chile, Estados Unidos, Itália, Portugal e Uruguai.

Novidades no Brasileirinho

Nesta semana, colocamos no ar dois comentários: na quarta, 25, sobre o livro Waldir Azevedo, um Cavaquinho na História; na sexta, 27, sobre o show Fluida, de Karine Cunha.
(Fabio Gomes)
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Livro sobre o Cordão da Bola Preta


Murilo Brasil lança nesta segunda, 30, o livro A História do Cordão da Bola Preta. Com fotos inéditas, é a primeira obra que conta os 86 anos de atuação do quartel-general do carnaval carioca, relembrando antigos bailes de salão e destacando figuras como a Rainha Moma, as ninfas paradisíacas e as musas mitológicas. O evento acontece na sede do Cordão da Bola Preta (Av. Treze de Maio, 13/ 3º andar, Cinelândia), no Rio de Janeiro, a partir das 18h.
(F. G.)
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Bruno Lopes contagia público mineiro

Cantando ritmado ao som da MPB, Bruno Lopes é uma "descoberta" e já um sucesso nos palcos da capital mineira. O impacto de suas apresentações contagia toda a platéia que não fica sentada quando o músico entra, literalmente, "em cena"! Com uma voz suave, melodiosa e um carisma estonteante, o músico brilha com sucessos que vão desde clássicos da MPB até a música pop.

Algumas músicas são composições do jovem talento que começa a despontar no cenário mineiro e chega carregado de promessas para um público que sempre pede "bis".

Em Belo Horizonte, Bruno Lopes toca toda quinta-feira na casa de shows Alambique e toda sexta-feira no bar Neutral.
(Thais Valadares)
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Prorrogadas inscrições para a Feira da Música 2005

Os interessados em participar da Feira da Música 2005, que acontece de 17 a 21 de agosto em Fortaleza, têm nova oportunidade de se inscrever, até o dia 10 de junho. A edição deste ano inaugura o novo formato da feira e abriga outras atividades artísticas, como dança, teatro e cinema.

Podem participar grupos de todos os gêneros musicais. As inscrições podem ser feitas através do site www.feiramusica.com.br. Atenção que entre os itens solicitados como obrigatórios constam um CD com no mínimo 3 músicas. Os selecionados serão anunciados em 30 de junho.

A programação será descentralizada, sendo desenvolvida em vários pontos de Fortaleza visando ampliar o público participante. Os promotores esperam superar o público da Feira anterior, estimado em 32 mil visitantes.

(F. G.)

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Os muitos nomes de Rubens Leal Brito

Alguns artistas mudam seu nome durante a carreira (casos de Jorge Benjor e Sandra de Sá). Outros usam um ao cantar e outro ao compor (como Jamelão, que assina as composições com seu nome de batismo, José Bispo). Mas o pianista gaúcho Rubens Leal Brito é um sério candidato a recordista de nomes artísticos simultâneos. Assinava com seu próprio nome suas composições, feitas entre 1938 e 1951, sozinho ou em parceria com Jorge Faraj.

Como Britinho, além de gravar seus próprios discos com solo de piano - na Continental em 1956 e em LPs da Sinter em 1956 e 1957 -, acompanhava cantores, como na estréia em disco de João Gilberto (Copacabana, 1952). Também foi com este nome que gravou uma série de discos com outro pianista, Fats Elpídio (RCA, 1952-53). Assinou desta maneira algumas músicas, feitas entre 1952 e 1963 com os parceiros Fats Elpídio, Mesquita e Fernando César. Já era chamado Britinho em 1943, quando tocou na Rádio Farroupilha (Porto Alegre). Após alguns recitais, foi contratado para integrar a Orquestra Panfar, da emissora. Dirigiu por um período o Jazz da PRH-2, enquanto seguia atuando como pianista.

Algumas das músicas gravadas pelo pianista Britinho em discos Todamérica de 1951 eram de autoria de... João Leal Brito. Este também era o parceiro de Fernando César em "Noite Chuvosa" (1960). Seria um irmão de Rubens? Talvez, embora em 1953, o crédito do choro "Vê se te Agrada", gravado por Gentil Guedes e sua Orquestra na Sinter, era para João Leal Brito "Britinho".

Assinando Leal Brito, gravou LPs na Musidisc (1955) e na Sinter (1956-57). Também teve músicas gravadas em 1955.

Teria havido outros nomes? É possível. Em abril de 1957, o radialista Almirante era convocado pela Justiça carioca para dar seu parecer como perito a respeito da ação da gravadora Rádio, que mantinha o pianista Waldir Calmon sob contrato e acusava a Musidisc de procurar iludir o consumidor, ao lançar o LP Para Dançar, gravado por Leal Brito com o pseudônimo de Pierre Kolman. Outra alegação se referia ao título do disco - Calmon tinha uma série de LPs com o nome de Feito para Dançar. Almirante concordou com a acusação. Talvez outro disco de "Kolman" tenha saído, pois o site do Dicionário Cravo Albim registra este pseudônimo, ao lado de outro - Franca Vila. Curiosamente, ali o nome de batismo de Britinho acabou sendo mencionado como "João Adelino Leal Brito"...

P.S: Em 2008, o blog Toque Musical disponibilizou para download o LP Dance com Musidisc - Vol. 1, de Pierre Kolmann, e a questão sobre sua real identidade voltou à tona, sendo discutida no espaço de comentário daquela postagem. Um usuário anônimo chegou a postar na íntegra esta minha nota, sem porém dar-me o crédito da autoria. Mas, o melhor de tudo, é que entre os comentaristas apareceu Vinicius Carvalho Veleda, que é ...um sobrinho-neto de Rubens Leal Brito! Sim! Vejam o que ele disse, em 2009:  

Olá a todos, por incrível que pareça Rubens Leal Brito é meu tio-avô. Ele nasceu em Pelotas/RS, meu avô era Oscar Leal Veleda, eles eram irmãos apenas por parte de mãe, o "Britinho" do primeiro casamento, que no total são 4, e do segundo casamento meu avô que são mais 3, nome da minha bisavó era Chica Leal.(teve 7 filhos) João Leal Brito, era irmão do Britinho, porém mais novo, e foi levado para o Rio de Janeiro por influência de Britinho. Quem me contou isso, foi meu pai, Clóvis Veleda, que lembra muito bem do Britinho, segundo meu pai ele sempre vinha passar o carnaval aqui em Pelotas. Depois que meu pai me contou, pedi alguma coisa para ler sobre ele, e conseguiu algumas folhas, logo me interessei por conhecer sua obra. Quem souber mais coisa sobre Britinho e sua Orquestra, me interessaria muito. Abraços!

Ficou confirmado então, como eu supus, que João Leal Brito era um irmão de Rubens "Britinho", e não mais um pseudônimo. (F.G., 5.8.11)

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