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Mistura e Manda

Nº 106 - 20/6/2005

CAMPEÕES DA SEMANA
Mais lidos entre 12 e 18/6

1) Viva São João! - 657
2) Mistura e Manda nº 3 - 504
3) Roberto Carlos e a Religião - 279
4) Samba: Origens, Transformações e Indústria Cultural (1916-40) - 212
5) O Trabalho na Música Popular Brasileira - 207
Obs: em número de acessos
Novidades no Brasileirinho

Na quarta, 15, colocamos no ar o comentário A Reinvenção da Camerata Brasileira, sobre o show do grupo ocorrido no dia 8, e o documento O que são os Fóruns Permanentes de Música?, em que o Fórum do Rio Grande do Sul esclarece a opinião pública sobre o movimento que busca resolver questões históricas da profissão.

 


(Fabio Gomes)


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Festival de Inverno da Unisinos homenageia Bruno Kiefer

A partir desta edição, o Festival de Inverno Unisinos, que será realizado de 17 a 24 de julho, vai homenagear compositores brasileiros. Segundo Lúcia Passos, coordenadora cultural da Unisinos, a homenagem tem como objetivo difundir e valorizar a música brasileira, oferecendo a oportunidade aos alunos e ao público, nesta IV edição, de conhecer obras de Bruno Kiefer, que serão apresentadas no programa dos concertos e recitais da programação artística do Festival.

(Dinorah Araújo, Assessora de Imprensa da Coordenação Cultural Unisinos)

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Músicos gaúchos mobilizados

Nesta semana, o Fórum Permanente de Música do Rio Grande dos Sul reúne na quarta, 22, o Grupo de Trabalho de Questões Trabalhistas, no Sindicato dos Músicos (Rua Otávio Rocha, 40/6º andar,Centro, Porto Alegre), para preparar a participação gaúcha no debate por videoconferência da terça, 28.

Já na quinta, 23, a coordenação do Fórum convoca para reunião visando organizar o Dia Nacional de Mobilização pela Música (10 de julho).

(F. G.)

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O poeta e o esfomeado

No começo de 1986, Gilberto Gil estava em Florianópolis para fazer um show da excursão de lançamento do LP Dia Dorim Noite Neon (WEA, 1985) quando recebeu um telefonema de Herbert Vianna. O líder dos Paralamas do Sucesso pedia que o atual ministro da Cultura escrevesse a letra da música que faltava para completar o LP Selvagem? (EMI Odeon)(no qual Gil já tinha uma participação, fazendo vocais em "Alagados"). Pedido aceito, no dia seguinte o baiano recebia por sedex uma fita com a gravação instrumental da música (de autoria dos três Paralamas: Herbert, Bi Ribeiro e João Barone). Alguns trechos cantarolados por Herbert sugeriram a Gil a palavra "novidade". A partir daí, os versos vieram a jato: uma hora depois de chegar a seu quarto de hotel com a fita, Gil ligava para o estúdio Nas Nuvens (Rio de Janeiro) para passar a letra. A visão do mar que tinha da janela do hotel foi decisiva na opção por falar de uma sereia que chegava à praia. Surgia assim "A Novidade" - grande sucesso dos Paralamas e considerada por Gil um de seus melhores textos - e também dois personagens, "o feliz poeta", que da sereia desejava "seus beijos de deusa", e "o esfomeado", que queria mais era devorar a parte peixe da sereia.

Os personagens ressurgiram no título do show O Poeta e o Esfomeado, que Gil estreou em São Paulo em março de 1987 ao lado de Jorge Mautner e do percussionista Repolho. Este show era uma ampliação da apresentação que Gil fizera (com Jorge, Repolho e o tecladista Ricardo Cristaldi) no Teatro Municipal em 6 de maio de 1986, quando recebeu das mãos de Tom Jobim o Golfinho de Ouro concedido pelo governo do Estado do Rio.

Tudo bem, mas quem era o poeta e quem era o esfomeado? Quando participou da Sexta em Verso (Porto Alegre, 28 de janeiro de 2005), Jorge Mautner me disse que o esfomeado era ele. Mas Gil o chamou de "Jorge, nosso grande poeta" após cantar "Filhos de Gandhi" na entrega do Golfinho - se duvida, ouça a gravação no LP Gilberto Gil em Concerto (WEA, 1987). A dúvida persiste.

(F. G.)

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