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Mistura e Manda

Nº 113 - 8/8/2005

CAMPEÕES DA SEMANA
Mais lidos entre 31/7 e 6/8

1) Roberto Carlos e a Religião - 281
2) Bachianas Brasileiras - 153
3) Samba e Indústria Cultural (1916-40) - 152
4) Festas de Arromba do Samba - 144
5) O Trabalho na Música Popular Brasileira - 142

MAIS LIDOS DE JULHO

1) Roberto Carlos e a Religião - 1138
2) O Trabalho na Música Popular Brasileira - 535
3) Samba e Indústria Cultural (1916-40) - 507
4) Bachianas Brasileiras - 480
5) Festas de Arromba do Samba - 392
6) Carnaval e Comunicação no Morro da Mangueira - 261
7) Viva São João! - 247
8) Brasileirinho, o Musical - 233
9) Villa-Lobos - 225
10) Tiago Piccoli: Solos de Violão Brasileiro - 222
Obs: em número de acessos

Tese premiada

A coordenadora do curso de Comunicação da UFPA, Luciana Costa, recebeu no final de julho o prêmio José Gomes da Silva, referente à escolha de sua tese Sob o fogo cruzado das campanhas: ambientalismo, comunicação e agricultura familiar na prevenção ao fogo acidental na Amazônia, como melhor tese sobre sociologia rural em concurso nacional promovido pela Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural.

A qualidade do trabalho de Luciana não é novidade para os leitores do Brasileirinho, que desde maio têm disponível uma versão condensada da tese: Sob Fogo Cruzado: Disputas Simbólicas nas Campanhas de Prevenção a Incêndios Florestais na Amazônia.

(Fabio Gomes)
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Pedro Homero (1936-2005)

O músico e artista plástico Pedro Homero faleceu em Porto Alegre na segunda, 1. Seu trabalho na pintura deu-lhe projeção internacional, com a edição de cinco obras suas como cartões-postais na França em 2004. Antes disso, integrou a Frente Negra de Arte, pois sempre batalhou pela igualdade racial e pela liberdade religiosa dos cultos afro-brasileiros.

Foi na música, porém, que seu trabalho foi mais diversificado. Ele conseguia ter bom trânsito em áreas geralmente restritas como os festivais nativistas (compondo e tocando) e o carnaval porto-alegrense, sendo autor de diversos sambas-enredo. Também dedicou-se ao choro, integrando, ao lado de Eldade Chapper e Johannes Doll o Trio Brasil Bem Soado. Para saber mais da versatilidade e da qualidade do trabalho musical de Pedro Homero, veja nosso comentário sobre uma apresentação de 2003 do Trio Brasil Bem Soado.
(F.G.)

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Rosa de Hiroshima

Sinceramente não entendo as comemorações ocorridas em maio assinalando os 60 anos do fim da 2ª Guerra Mundial. A guerra só acabou formalmente a 14 de agosto de 1945, com a aceitação incondicional pelo Japão dos termos de rendição propostos pelos aliados (aceitação ratificada pela assinatura a 2 de setembro). Durante os quatro dias anteriores, os japoneses tentaram negociar os termos, mas tudo pendia para os aliados: o Japão não tinha mais o apoio de Itália e Alemanha, ficando desde maio como único alvo de intenso bombardeio, que culminou nos abomináveis lançamentos das bombas atômicas sobre Hiroshima a 6 de agosto e Nagasaki a 9. De 31 de maio a 9 de julho, a aviação americana joga 42 mil toneladas de bombas sobre o Japão. A 26 de julho, a Conferência aliada de Potsdam propõe as condições de rendição, rejeitadas pelo imperador Hiroíto. O bombardeio se intensifica: só no dia 1 de agosto, são mais 6 mil toneladas, culminando com o uso das armas atômicas. Cerca de 200 mil pessoas (somando os dois dias) morreram na hora, fora o imenso número de feridos.

Muitas músicas foram feitas para o carnaval sobre a guerra, quase todas marchas alegres compostas entre 1943 a 1945. Mas no Carnaval de 1946 (conhecido como o "da Vitória"), ninguém teve coragem de mencionar as bombas.

"Rosa de Hiroshima", que talvez seja a única música brasileira com referência ao fato, nasceu como poema, escrito por Vinicius de Moraes provavelmente durante o período que morou em Los Angeles (1946-50) e publicado na primeira edição de sua Antologia Poética em 1954. Musicado por Gerson Conrad em 1973, foi um dos sucessos do primeiro LP dos Secos e Molhados.

(F.G.)

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