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Mistura e Manda

Nº 130 - 20/2/2006

Novidades no Brasileirinho

Entrou no ar nesta segunda, 20, o artigo Escola de Samba, Exemplo de Gestão, de Faustino Vicente.

(Fabio Gomes)

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Unidos do Arco-Íris não irá desfilar em Belo Horizonte

Entrou no ar na terça, 21, o artigo Carnaval de BH Precisa Renascer das Cinzas, de Mestre Affonso explicando os motivos que o levaram a, pela primeira vez desde 1960, não participar do Carnaval de Belo Horizonte. Também ontem recebemos manifestação de uma entidade carnavalesca da capital mineira, que igualmente não tomará parte na festa. A seguir, a íntegra da carta do presidente da escola. (F.G.)

"CANCELAMENTO DE DESFILE

É com imenso pesar que o Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos do Arco Íris comunica sua não participação nos desfiles do Carnaval de 2006.

Os motivos todos já conhecem. Entretanto, devido à insistência da imprensa, e para não cansar vocês, aqui, os detalhes desta decisão serão divulgados pela mídia.

Não adianta agora nomear culpados. Creio que erramos todos. Erramos ao aceitar um diálogo entre a Belotur e a LIAC, imposto pela primeira, sendo que a segunda não existia e não existiu oficialmente durante todo o ano de 2005, só vindo a se oficializar no fim do ano. Só ainda não entendo como e por que a empresa de turismo da prefeitura determinou só dialogar com a referida liga, sendo que até hoje ela não tem nenhuma agremiação registrada em seus livros. Assim, a Belotur tomou suas decisões com o aval de uma entidade ghost no Carnaval.

Erramos quando não questionamos o não cumprimento do regulamento do concurso de rainha do Carnaval. Ali, reza textualmente que 'só poderão concorrer as entidades inscritas para o Carnaval'. As inscrições encerraram-se no dia 21 de setembro, quando todos entregamos o samba-enredo – letra e gravação provisória. Ao que me consta, a LIAC não tinha CNPJ nesta data, logo, não era uma ENTIDADE regulamentada. Mais uma vez, a faceta ghost se manifesta, pois só assim se explica a 'entidade' ter-se inscrito, inscrição esta (de) que também questiono a existência.

Erramos ao esperar a conclusão de promessas politiqueiras. Aí, não erramos todos. Alguns, pelo visto, acertaram na milhar. Melhor: nos milhares.Melhor para eles; pelo menos, entre mortos e feridos alguns se salvaram.

Erramos ao acreditar que nossas reivindicações seriam atendidas, mas, o que se viu foi um interminável festival de imposições, muitas vezes aos berros, em reuniões prolixas e por demais cansativas, pois nunca levaram a lugar nenhum a não ser o comum, objetivo desta empresa que se pretende organizadora do Carnaval de Belo Horizonte. Como os seminários onde nada se aproveitou, a não ser algumas constatações, como a de que temos porta-bandeira à altura de qualquer cidade, bem aqui, debaixo de nossos olhos, e que, com certeza, não cobraria cachês exorbitantes para nos demonstrar, mais uma vez, sua belíssima arte.

Erramos em aceitar calados a entrega dos CDs com três meses de atraso. Não questiono o trabalho do Serginho BH, que está primoroso, mas as únicas três empresas que se disponibilizaram a adquirir o CD, tinham em meta distribuí-los como brinde de Natal a seus clientes. Logo... Sou artista plástico, programador visual, ilustrador e desenhista publicitário, editor de página na web, escritor, e me tornei recentemente carnavalesco, figurinista e aderecista, mas, vendedor ambulante é demais; não menosprezo esta profissão, lógico, mas não cabe no meu repertório e nem sobrou tempo para mais este desempenho. Assim, gostaria que os 500 (quinhentos) CDs que chegaram ainda mais atrasados, tivessem outro destino que a minha casa. Ou seja: estou devolvendo-os antes mesmo de pegá-los. O restante, duzentos e poucos (pois vendi nove e tive de oferecer alguns a colaboradores e jurados) devolverei mais tarde.

Penso que o lado oficial desta parceria que não existiu, ou seja, a prefeitura, deveria incentivar a formação e estabilização das agremiações com apoio financeiro, sim, nestes primeiros passos rumo à tão decantada profissionalização. Não estou falando em dinheiro para montar uma escola, mas para proporcionar-lhe condições de dialogar com o empresariado, um mínimo de estrutura para que a iniciativa privada possa sentir firmeza na hora de aplicar sua participação financeira e sua logomarca.

Ficamos mais de uma década sem Carnaval em Belo Horizonte. Todos sabemos que isto é que planta: se não aguar todo dia, morre. Por isso, não aceito os discursos improvisados e capengas dos oficiais organizadores do Carnaval tentando nos fazer engolir suas pseudo-ações em prol da festa de Momo. Não vi onde foi aplicada a imensa soma de dinheiro alardeada, um milhão de reais e gostaria muitíssimo de conferir o livro caixa destas aplicações – aliás, um direito meu, como contribuinte.

Esta administração deu provas, mais uma vez, que quando diz estar sintonizada com as necessidades do Carnaval belo-horizontino, é pura balela haja vista o ocorrido com a Banda Mole; tiveram de acatar a grita do povo, mas ainda ameaçam acabar de vez com o evento. Transferiram o desfile das escolas para a Via 240, com certeza na esperança de que as agremiações se revoltassem e desistissem de desfilar. A prefeitura procura argumentos cada dia mais esdrúxulos para justificar suas insanidades – há pouco tempo afirmava categoricamente que as manifestações populares na avenida Afonso Pena estavam terminantemente proibidas. A Banda Mole voltou e a Parada Gay continuou (não mexe com este povo, não!!!). Pergunto: por que a prefeitura não transfere o desfile de 7 de Setembro para a Via 240? É um desfile, e é popular, ao que me consta – se for privado, também quero! Na verdade, sua intenção é por fim às manifestações contrárias à religião de seu mandatário.

Esqueceram-se de lembrar ao senhor prefeito, que o Estado, no Brasil, é laico.

É melhor parar por aqui, se não vamos ficar tecendo prosa até o Carnaval de 2007, pois assunto é o que falta. E por falar nisso, ano que vem a gente se encontra. Com certeza, noutro cenário.

Bom Carnaval a todos.

Com carinho e respeito,

Osmar Rezende
G.R.E.S. Unidos do Arco Íris
Belo Horizonte, 21 de Fevereiro de 2006"

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Carnaval Social quer arrecadar mais de 30 toneladas de alimentos

Pelo nono ano consecutivo, a UESP (União das Escolas de Samba Paulistanas) irá transformar o Carnaval de bairros em mais um Carnaval Social. Em 2005, a entidade arrecadou cerca de 30 toneladas de alimentos não perecíveis que foram distribuídos para 11 organizações assistenciais da Capital.

Este ano, a meta é bater o recorde de arrecadação e beneficiar ainda mais instituições carentes. Para isso, a UESP espalhou nas quatro regiões de São Paulo oito postos de troca fixos e quatro volantes para que as pessoas possam trocar 1kg de alimento não perecível (exceto sal e açúcar) por um ingresso ou camisetas do Bloco Samba na Rua, que dá direito a assistir os desfiles nos bairros.

Além disso, o folião terá acesso ao Disque Carnaval pelo telefone 0800-770-0109, para se informar sobre onde trocar os alimentos, e os locais, datas e horários de desfiles das Escolas de Samba dos grupos 1, 2 e 3, e dos Blocos Carnavalescos dos grupos Especial e 1.

Confira os endereços dos postos fixos:

Zona Norte

- Santana: Rua Conselheiro Moreira de Barros, 2075

- Vila Guilherme: Estrada da Conceição, 1.267

Zona Sul

- Vila São José: Av. Carlos Oberthuber, 136

- Nossa Senhora de Sabará: Av. Nossa Senhora de Sabará, 3015

Zona Leste

- Campanellas: Av. dos Campanellas, 2317

- Itaquera III: Av. Nagib Farah Maluf, 249

Zona Oeste

- Vila Sônia: Av. Prof. Francisco Morato, 5.902

- Vila Leopoldina: Av. Imperatriz Leopoldina, 845

(Chris Molina)

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