Brasileirinho - PrincipalMisture e Mande

Arquivo

Mistura e Manda

Nº 141 - 20/7/2006

Classificados

Desde o domingo, 16, o Brasileirinho conta com nova seção: os Classificados. É o canal ideal para você anunciar seu produto ou serviço na área cultural e falar diretamente com nossos mais de 30 mil leitores (dados de junho) a preços muito convidativos. Veja as instruções para anunciar na própria página e, em caso de dúvida, Fale Conosco!

(Fabio Gomes)

* * *

Terror dos Facões homenageia Radamés e Quintana

Em 2006, completam 100 anos de nascimento dois ilustres gaúchos: o compositor e maestro Radamés Gnattali e o poeta Mário Quintana. Prestar esta dupla homenagem foi a proposta da Seresta na Casa, que aconteceu na quarta, 12, na Sala Luís Cosme (Casa de Cultura Mário Quintana - Porto Alegre) - lotada, como nos bons tempos do projeto Na Roda do Choro.

Floreny Ribeiro declamou poemas de Quintana, enquanto a parte musical esteve a cargo do grupo Terror dos Facões: Diogo Jackle e Caoan Goulart (violões), Pedro Franco (bandolim), Vinicius Ferrão (cavaquinho) e Guilherme Sanches (percussão). Diogo, Vinicius e Guilherme integram o grupo Choro Negro, formado a partir das oficinas de choro de Luís Machado no Santander Cultural, onde também se revelaram Pedro e Caoan. O batismo desta formação como "Terror dos Facões" foi dado por Luciana Rabello, quando os jovens chorões porto-alegrenses participaram do festival de Mendes (RJ), em janeiro. Ao ouvi-los, Luciana associou a qualidade de sua execução ao que se comenta do grupo de mesmo nome liderado por Octávio Dutra, na Porto Alegre do começo do século 20 (ei, justamente a época em que nasceram Radamés e Quintana!).

O Terror deixou a desejar naquela que ousadamente foi escolhida para a abertura dos trabalhos: a suíte "Retratos". O que não deixa de ser compreensível, afinal trata-se de uma composição escrita por Radamés para bandolim e orquestra - aliás, a bem da verdade, para Jacob do Bandolim e orquestra regida por Radamés. É uma música muito difícil! Individualmente, os instrumentistas estiveram bem nesta peça, o que talvez tenha faltado tenha sido mais ensaio de conjunto; ficou sensível uma falta de fluidez na execução, que se ressentiu de várias "paradinhas" não previstas na pauta. A interpretação do grupo esteve melhor nos choros "Serenata no Joá", "Papo de Anjo", "Tristonho" e "Remexendo" e caiu um pouco na valsa "Caminho da Saudade". Todas as músicas apresentadas eram da autoria de Radamés.

Dos integrantes do grupo, quero chamar a atenção para Pedro. Ele surgiu nas oficinas de Machado como cavaquinho solista; agora ao bandolim, toca de forma que seu instrumento acaba por se destacar, estando porém perfeitamente integrado ao som do grupo.

(F. G.)

Copyright © 2006. É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo do Brasileirinho para fins comerciais.