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Mistura e Manda

Nº 145 - 2/10/2006

Assessoria de imprensa Brasileirinho

Quem é artista, sabe: ter talento é imprescindível, mas pode não ser suficiente para destacar seu trabalho em meio à multidão. É fundamental contar com uma divulgação profissional do seu trabalho, a cargo de assessores de imprensa experientes e que conheçam o mercado, tanto local quanto nacional.

Foi pensando nisso que decidimos oferecer nossos serviços para assessoria de imprensa na divulgação de eventos culturais em Porto Alegre e, através de convênio com a experiente profissional Sonia Kessar, também em São Paulo, abrangendo assim duas das capitais brasileiras de maior movimentação artística. Sonia Kessar já trabalhou com grandes nomes do teatro, televisão, cinema, música e dança. Também faz assessoria de imprensa institucional para importantes espaços culturais na cidade de São Paulo – acesse www.soniakessar.com.br.

Entre os eventos que podem ser divulgados através de nossa assessoria, estão espetáculos de dança, exposições e vernissages, lançamento de CD, lançamento de livro, peças de teatro, e programação cultural de eventos em geral. Veja a relação completa na página da Assessoria, na qual há um formulário para você solicitar uma reunião para começarmos uma eficiente divulgação de seu evento.

(Fabio Gomes)

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Curso de Jornalismo Cultural à distância

Na semana em que completa um ano no ar (estreou em 6 de outubro de 2005), o site Jornalismo Cultural coloca à disposição do público sua nova iniciativa: o Curso à distância de Jornalismo Cultural. Deste modo, interessados de todo o Brasil poderão aperfeiçoar seus conhecimentos, com a mesma qualidade do curso oferecido em nossa sede em Porto Alegre, usufruindo de liberdade de horários e tendo acompanhamento pela internet. Saiba mais acessando a página do curso.

(F. G.)

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Independente? Não, autoprodutor!

O pianista e compositor Antônio Adolfo é considerado o pai do disco independente no Brasil. Inconformado com os esquemas comerciais das grandes gravadoras, criou o selo Artesanal em 1977, lançando o LP Feito em Casa. O início foi complicado, pois como ele não dispunha da estrutura de distribuição assegurada pelas "majors", precisava sair literalmente com o disco debaixo do braço e conversar pessoalmente com os donos das lojas. Confiante em seu projeto, Adolfo foi em frente e fez mais três discos nas mesmas condições até 1980. Aí aconteceu: nesse ano o disco do grupo Boca Livre tornou-se um campeão de vendas, com música na novela e tudo, e fazer um LP independente já não era visto como tão absurdo assim. A tendência foi duradoura: o primeiro disco do Skank foi gravado com recursos próprios em 1992, e só depois que ele emplacou sucessos nas FMs de Belo Horizonte foi que a Sony se interessou em fazer um lançamento "comercial" do CD.

Se antes parecia um defeito, hoje "independente" ganhou conotações de elogio. Muitas bandas assim se qualificam; e praticamente todas as gravadoras surgidas nos últimos anos se apresentam como "selos independentes" (embora um desses selos, a Indie Records, tenha, curiosamente, seus lançamentos distribuídos pela Universal). Enfim, é inegável que a expressão está desgastada, o que incomoda Adolfo. Em recente entrevista ao programa Sem Censura, da TVE (Rio de Janeiro), ele disse que não há como comparar o que ele fez sozinho em 1977 com as condições oferecidas aos artistas pelos novos selos (por mais modestas que sejam essas condições, são superiores às dele - afinal, ele não as teve!). Assim, Adolfo prefere hoje descartar o termo "independente" e se definir como um músico autoprodutor.

(F. G.)

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