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Mistura e Manda

Nº 166 - 24/7/2007

Que notícias me dão os amigos

Uma das atrações especiais deste ano no Festival de Inverno de Amparo (SP) acontece nesta quarta, 25 de julho: o show Que notícias me dão os amigos. No repertório, clássicos da música mineira, em especial do movimento Clube da Esquina, nas vozes das cantoras Jesuane Salvador e Márcia Tauil, acompanhadas por um quarteto de contrabaixo, piano, guitarra semi-acústica e percussão. Os arranjos do show levam a assinatura da pianista Mana Tessari. O show tem entrada franca.

Os leitores assíduos do Brasileirinho com certeza já ouviram falar das duas cantoras: Márcia teve sua participação ao lado do grupo vocal "A 4 Vozes" no show Natal Brasileiro comentado no artigo de Vera Barbosa Benditas as Sementes destes Frutos; já Jesuane é a idealizadora do livro-reportagem Valei-me, São Benedito!, tema do Mistura e Manda nº 148.

(Fabio Gomes)

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10 motivos para o Carnaval de Belo Horizonte não dar certo

01 – O carnaval de BH é produzido pela Belotur, mas o atual presidente da empresa (no cargo há quatro anos) não se interessa pelo evento. Digo isto porque nunca o vi em nenhuma reunião de carnaval e muito menos na Via 240, onde o carnaval é realizado. Ele também não compareceu ou mandou epresentante na reunião na Regional Norte, para a discussão em relação à construção do Sambódromo: segunda obra mais votada pela população de Belo Horizonte no Orçamento Participativo. Mas é ele quem dita às normas do carnaval, inclusive financeiramente. Se o presidente da Belotur não participa de nada em relação ao carnaval, fica difícil entender como é que podemos crescer.

02 – Pelo que sei e vejo, inclusive tendo participado de uma Comissão Oficial de Carnaval (uma comissão que não valeu nada porque tudo era ditado pela Belotur) o único funcionário da empresa que luta pelo carnaval é o Sr. Tadeu Martins, diretor de operações. Mas que por motivos que desconhecemos, pois já o instruímos várias vezes, comete muitos erros na condução do evento. O maior de todos os erros do Sr. Tadeu Martins, que está há doze anos no cargo, é dividir responsabilidades com entidades que “dizem” representar as agremiações carnavalescas, mesmo sabendo que elas existem de direito e inexistem de fato. A LIAC (Liga dos Blocos Caricatos) não tem filiados, e o SambaDez (Associação das Escolas de Samba), não tem união entre os seus filiados.

03 – Os atuais presidentes das escolas de samba de BH não promovem nada de importante. Não têm quase nenhum respaldo nas suas comunidades, e alguns adotaram a fórmula de alugar blocos caricatos para desfilar por eles, deixando de lado o fortalecimento da escola pela comunidade. A maioria dos presidentes vive exclusivamente à espera de ajuda financeira do poder público, ajuda esta que às vezes tem destino duvidoso. Como a fiscalização não existe o trem vai de qualquer maneira...

04 – Como produto o nosso carnaval é um dos piores do mercado. A produção é fraquíssima, sem atrativos que interessem aos grandes investidores.

05 - Não existe união entre as agremiações carnavalescas, a imprensa e o poder público, fator preponderante para o engrandecimento de festas públicas.

06 – Falta transparência nas prestações de contas do carnaval. Joga-se dinheiro fora, tudo é feito de forma amadora, algumas “prestações de contas” são hilariantes...

07 – É preciso mudar a Lei do Meio Ambiente, para que as escolas e blocos possam ensaiar e aglutinar as comunidades, pelo menos por dois meses antes do carnaval.

08 – Tirando-se os simpósios acontecidos, que não significaram absolutamente nada em termos práticos, nunca vi em BH uma reunião séria sobre o carnaval. O que vi e ouvi até hoje, em 47 anos de carnaval, foram idéias, às vezes mirabolantes, sem nenhum projeto.

09 – A competição direta com os carnavais do Rio e da Bahia, inclusive no rádio e na TV, prejudica muito o engrandecimento, e até a divulgação do nosso carnaval.

10 – A produção do carnaval é feita sem nenhum critério técnico. São tantos os erros - de todas as partes - que sem um projeto jamais atingiremos qualquer objetivo. Que o belo-horizontino gosta de carnaval está mais que provado. Que as comunidades de origem das agremiações - quando a coisa funciona - são beneficiadas, sócio-culturalmente, é fato público e notório. Que os eventos produzidos com seriedade e critérios dão certo na cidade está mais que provado pelo Axé Brasil, pelo Arraial de Belô etc.

Sintetizando, penso que o nosso carnaval precisa ser repensado. Abro um parêntesis: o Prefeito Fernando Pimentel, o Vice-Prefeito Ronaldo Vasconcelos e o Sr. Tadeu Martins (Belotur), jamais se negaram a lutar de todas as maneiras pelo engrandecimento do carnaval. Mesmo com todos os erros, se não fosse por eles, o carnaval de Belo Horizonte já estaria morto e sepultado. Exalto também a imprensa escrita, falada e televisada, que mesmo diante da pobreza do nosso carnaval, jamais deixou de apoiá-lo.

Dar César o que é de César. Quando eu acabava de escrever esta matéria, fiquei sabendo por fonte segura, que o Dr. Fernando Lana, Presidente da Belotur, vai finalmente assumir o carnaval de BH. Era isto que queríamos. Não queremos paternalismo; queremos profissionalismo, transparência, planejamento e organização. Escola de Samba não pode viver sob o custeio do poder e o poder não pode se omitir nas manifestações populares. Se vier para trabalhar de verdade, que seja bem-vindo o Dr. Fernando Lana.

(Mestre Affonso)

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Espaço Cultural TVE Brasil Rádio MEC

As duas emissoras públicas colocam à disposição de escolas, universidades, instituições, professores, estudantes e do público em geral seu Espaço Cultural, para pesquisas, estudos, trabalhos e convivência.

Ali, você pode encontrar exposição de objetos, fotografias e prêmios, além de poder utilizar a área para exibição de vídeos com temas variados – como meio ambiente, educação, contos do folclore, história, literatura –, computadores com programas do acervo da TVE Brasil e biblioteca com enciclopédias, dicionários, literatura brasileira, literatura infantil, biografias, livros de arte, entre outros assuntos.

O Espaço Cultural TVE Brasil Rádio MEC fica na Rua da Relação, 18- sobreloja, no Centro do Rio de Janeiro, e abre de segunda a sexta, das 10h às 18h. Visitas podem ser agendadas pelo fone 21-2117-6208.

(F.G.)

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