Misture e Mande

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Mistura e Manda

Nº 21 - 27/10/2003

9º Congresso Nacional de Jovens Lideranças Empresariais

Enfim, chegou a hora. Desta quinta, dia 30 de outubro, até o sábado, 1 de novembro, jovens empresários de todo o Brasil estarão reunidos na PUCRS (Porto Alegre - RS) debatendo a construção de um futuro economicamente viável e socialmente responsável, sob o lema "Decolando Sonhos. Pilotando Negócios". O evento é promovido pela Confederação Nacional de Jovens Empresários (CONAJE), Federação das Associações de Jovens Empresários do Rio Grande do Sul (FAJERS) e Associação de Jovens Empresários de Porto Alegre - (AJE/POA), com parceria do Brasileirinho.

(Fabio Gomes)

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O aniversário do Brasileirinho foi show!

Quem esteve na Cia. de Arte (Porto Alegre - RS) na quarta, dia 22, pôde apreciar um espetáculo de altíssimo nível, com o Clube do Choro de Porto Alegre e o flautista Plauto Cruz, que apresentou seu arranjo para "Carinhoso" (Pixinguinha - João de Barro) e brilhou em "Wave" (Tom Jobim). O grupo apresentou-se novamente acústico, como no Santander em setembro, mas desta vez não por escolha própria, e sim porque a direção do teatro não providenciou a aparelhagem solicitada por nós.

Ao final da apresentação, Plauto não se cansava de repetir, pelos bastidores: "Eu gostei!", fazendo coro ao que disse uma senhora na platéia: "Esse show lavou minha alma".

Queremos agradecer pelo apoio no evento aos músicos que abrilhantaram o evento, ao Clube do Assinante ZH, à atriz e pesquisadora de teatro Viviane Juguero e ao produtor Alê Barreto.

(F. G.)

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Misturou e Mandou (1)

Ah, visitando hoje o seu site, me deparei com um artigo muito legal sobre o Cacique de Ramos. Meus pais têm uma história interessante: ele era do Bafo da Onça e minha mãe do Cacique de Ramos, ou seja, rivais, e acabaram se casando. Dessa época, herdei a paixão pelo Fundo de Quintal, pois temos todos os discos, fitas e CDs do grupo. Adoraria ter visto a exposição sobre o tema, afinal, faz parte da minha história "genealógica".

(Juliana Barbosa, Londrina - PR)

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Correspondência

Agradecemos os cumprimentos por nosso primeiro aniversário recebidos dos músicos da Camerata Alma Brasileira, das leitoras Márcia Pacheco, Rosa Maria Roque de Jesus e Gabriela Jardine (Porto Alegre - RS), Glaci Oliveira (Bento Gonçalves - RS) e Juliana Barbosa (Londrina - PR), do produtor Alexandre Antunes, das professoras Cândida Rosa Ferreira Costa e Maria Berenice da Costa Machado e das atrizes Viviane Juguero e Carolina Garcia.

(F. G.)

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Misturou e Mandou (2)

Fábio, fiquei supercontente de a resenha do meu recital estar entre as 10 mais, junto a outros textos tratando de medalhões da nossa música. Que maravilha! Obrigado!

Obs: eu só acessei o texto umas três vezes :)

(Tiago Piccoli, músico)

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Continuações (3)

Na edição anterior, em Continuações (2), falamos do personagem Laurindo. Ele surgiu no samba intitulado, justamente, "Laurindo", composto por Herivelto Martins para o carnaval de 1943. Este samba era uma continuação do megasucesso "Praça Onze" ("Vão acabar com a Praça Onze..."), que Herivelto fizera com o ator Grande Otelo no carnaval anterior, lançado por Castro Barbosa e Trio de Ouro. Em 1943, o sambista Laurindo subia "o morro gritando: Não acabou a Praça Onze, não acabou", em mais uma gravação do Trio de Ouro (formado por Herivelto, sua esposa Dalva de Oliveira e Nilo Chagas). Sendo época da II Guerra Mundial, o samba "Laurindo" descrevia a incorporação de uma escola de samba a uma campanha promovida pelo Estado Novo, largando a bateria no chão e "aumentando a pirâmide" de objetos metálicos doados ao esforço de guerra.

No samba seguinte, "Cabo Laurindo", de Haroldo Lobo e Wilson Batista, o personagem vai para a Itália e regressa coberto de glória, sendo promovido pelo povo a cabo. Foi uma gravação de Jorge Veiga lançada em julho de 1945, quando a guerra já acabara no front europeu.

Já no samba "Às Três da Manhã", de Herivelto, gravado por Aracy de Almeida em 1946, Laurindo faz sua última aparição, como alguém que não se dá conta que, sendo Quarta-Feira de Cinzas, o carnaval acabou, levando assim mesmo sua escola para desfilar na Praça Onze. Laurindo seria, desta forma, um precursor da moça que continuava sambando, sem perceber que toda gente já estava sofrendo normalmente em "Ela Desatinou" (1968), de Chico Buarque.

(F. G.)

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