Misture e Mande

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Mistura e Manda

Nº 23 - 17/11/2003

Alerta

Entre os dias 12 e 14 de novembro, alguém invadiu uma conta de e-mail do Brasileirinho, até então utilizada para assinatura das Dicas, e enviou mensagens anunciando um serviço de marketing por e-mail, com um telefone de São Paulo para contato, identificação de "atendimento" para os browsers (Ex: Internet Explorer, Opera) e remetendo a outros dois e-mails com extensão @ig.com.br. A esse respeito, temos a dizer o seguinte:

1 - Lamentamos o fato, contra o qual infelizmente não há muito o que fazer. O possível foi feito: a conta antiga foi substituída no dia 15 por [email protected], com uma senha mais segura. Infelizmente, nosso provedor do serviço de mensagens não oferece a opção de cancelamento de conta de e-mail. Mas, de qualquer forma, qualquer mensagem enviada pela conta anterior a partir do dia 15 só poderá ter sido gerada pelo invasor;

2 - O Brasileirinho é um site que tem como propósito divulgar a música brasileira de raiz, jamais tendo cogitado de ser um canal de promoção de empresas de terceiros por e-mail. A finalidade do e-mail invadido, bem como do atual, sempre foi receber pedidos de assinaturas do nosso informativo Dicas do Brasileirinho, sendo praticamente nula sua utilização para envio de mensagens, salvo para confirmação a nova assinatura ao leitor que a tenha pedido;

3 - Não contamos com nenhum representante autorizado em São Paulo. Se isso vier a ocorrer, será amplamente divulgado na página;

4 - Como não somos uma agência de publicidade, não temos porque usar identificação para browsers "atendimento";

5 - As contas de e-mail indicadas em qualquer parte do site Brasileirinho e que não sejam de terceiros têm sempre a extensão @brasileirinho.mus.br. As contas de terceiros só são veiculadas em nossas páginas com autorização ou a pedido.

Ficamos à disposição para apoiar ações judiciais contra o invasor movidas por pessoas ou empresas que tenham sido prejudicadas pelo ataque.

(Fabio Gomes)

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Novidades no Brasileirinho

Enfim, a vida continua. Esta semana estreamos a nova apresentação do nosso diretório de Entrevistas, com mais ênfase nos textos. E a estréia é em alto estilo: um bate-papo com Amilton Godoy, o pianista do Zimbo Trio. Os arquivos sonoros em Real Áudio continuam disponíveis para quem quiser fazer streaming.

Também entraram no ar cinco artigos: um sobre a roda de choro da Loja Contemporânea (São Paulo); outro comentando o espetáculo de Ricardo Camargos em homenagem ao centenário de Ary Barroso no SESC Paulista; o terceiro falando do show Kim Ribeiro & Amigos; além da Carta ao Brasil Musical, documento que encaminha as resoluções do Congresso da Música Instrumental Brasileira, promovido pelo site Textos & Idéias no SESC Vila Mariana (São Paulo) de 4 a 6 de novembro. Destaque especial para a estréia do jornalista e músico Tiago Piccoli como colaborador do Brasileirinho, comentando a participação da dupla Batuque de Cordas na série Na Roda do Choro.

O Clube do Choro de Porto Alegre comemora 14 anos no próximo sábado, dia 22, mas aqui na página a festa já começou. O Clube recebeu, na quinta, dia 13, um banner do Brasileirinho expressando nosso apoio a todas as suas atividades. ´Também colocamos para audição em Real Audio mais uma música gravada pelo grupo em seu primeiro CD, "Maria Rosa", clássico samba-canção de Lupicínio Rodrigues e Alcides Gonçalves. Aguardem mais novidades para o dia do aniversário!

(F. G.)

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África na Feira

Parabéns ao IBÁ (Instituto Brasil-África), que recebeu sábado, dia 15, o troféu Destaque da Área Internacional da 49ª Feira do Livro de Porto Alegre. Horas antes da entrega do prêmio, o IBÁ promoveu um recital poético, África na Feira, em parceria com o IAFRA (Instituto África América) e apoio do Brasileirinho.

O ator Sirmar Antunes, acompanhado por Gleidson no atabaque, recitou vários poemas em que é ressaltada a importância da contribuição negra para a sociedade brasileira. Entre as obras, "O Operário em Construção", de Vinicius de Moraes; a história de José do Espírito Santo, de autoria de Luís Antônio Cury (texto clássico do teatro de revista, já encenado por Grande Otelo e Milton Gonçalves), em que a capacidade de Sirmar de mudar totalmente a expressão em poucos segundos impressionou vivamente a platéia; e "Porongos", de Oliveira Silveira, que estava presente ao recital, vestindo pilchas (para quem não é do Rio Grande do Sul: com traje completo de gaúcho, lenço no pescoço, colete, camisa, bombacha e botas). Oliveira explicou que estava assim porque viera direto de um momento histórico: a 1ª Cavalgada da Consciência Negra do Rio Grande do Sul, assinalando o genocídio de 14 de novembro de 1844, em que os escravos que participavam das lutas da Guerra dos Farrapos foram mortos à traição por imperiais e farroupilhas, em Porongos, razão do título de seu poema.

Após o final da apresentação, os presentes puderam degustar acarajé e pipoca e provar o aluá, bebida africana feita à base de frutas cítricas e considerada afrodisíaca.

(F. G.)

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Por que Altamiro não foi a Tatuí

Ao contrário do que anunciei aqui na edição anterior, não estive em Tatuí (SP) para fazer a cobertura do 3º Festival Brasil Instrumental, por motivos particulares. Lamentei o fato, porque estaria deixando de ver, entre outros, Hamilton de Holanda, Curupira, Arranca Toco e o eterno jovem Altamiro Carrilho, que homenagearia Ernesto Nazareth. Depois soube que ninguém em Tatuí ouviu Altamiro. O motivo, quem conta é o próprio flautista:

- Os produtores do evento até as 22 horas do dia anterior ao embarque não haviam mandado contrato, passagens e não mantiveram nenhum contato comigo.

O mestre atribui o fato à "falta de organização".

(F. G.)

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Zimbo Trio no filme Noite Vazia

Perguntei ao fantástico baterista Rubinho se era o Zimbo Trio que aparecia tocando num bar no filme Noite Vazia (1964), de Walter Hugo Khouri. Ele disse que não, que o grupo apenas fez a trilha incidental ("A que se ouve quando liga o rádio do carro, ou quando alguém coloca um disco na vitrola"), composta assistindo a fita. Excelente memória, são exatamente estas as duas primeiras situações do filme em que há música incidental.

É de se ressaltar que o filme foi realizado logo após a criação do Zimbo, que desta forma estreou no cinema já num clássico da nossa sétima arte. O trio, em Noite Vazia, executou também a trilha assinada por Rogério Duprat (que anos depois se destacaria como o principal arranjador do movimento tropicalista).

Curiosamente, Khouri não identificou o trio jazzístico que aparece em cena, ao contrário do que fez com os roqueiros do The Rebels, cujo nome constava na jaqueta do uniforme dos músicos.

(F. G.)

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