Misture e Mande

Arquivo

Mistura e Manda

Nº 24 - 24/11/2003

Novo alerta

A invasão que comentamos no número anterior continua. Um hacker segue usando indevidamente a conta de e-mail [email protected], que desde o último dia 15 foi substituída em nossas páginas por [email protected] O nosso servidor de correio eletrônico já foi comunicado para tomar as medidas técnicas e judiciais cabíveis.

(Fabio Gomes)

***

Zeca arrasa no Acústico

Num fim-de-semana mais que demais, em que a TV Cultura trouxe Moraes Moreira e a Globo contou com Martinho da Vila no Domingão do Faustão (cara, o que era ele cantando "Pra Tudo se Acabar na Quarta-Feira" com a Denise Fraga!?), o melhor foi o Acústico MTV com Zeca Pagodinho, simplesmente fantástico. O início foi um pouco morno, mas a partir de "O Penetra" (com um trombone brincalhão marcando presença) e, principalmente, "Maneco Telecoteco" o samba esquentou pra valer. Dos sambas, destaco ainda os arranjos para "Vacilão", "Não Sou Mais Disso", "Samba pras Moças" (as flautas! as flautas!) e "Deixa a Vida me Levar". Na linha romântica, as melhores foram "Lama nas Ruas" e "Pago pra Ver" - esta com um belo início, só com voz e orquestra de cordas. A participação especial da Velha Guarda da Portela, com "Vai Vadiar" e "Coração em Desalinho", foi muito boa mas podia ser melhor - por que não dividir os vocais com Monarco, autor das duas músicas e presente no palco nesse momento?

De certa forma, parece que a preocupação da emissora em preservar o formato do programa deixou o sambista meio amarrado - basta dizer que o melhor momento da noite foi o partido alto "Moro na Roça", em que Zeca chamou o parceiro Arlindo Cruz ao palco para improvisar, o que não estava no roteiro original.

(F. G.)

***

Altamiro fez falta em Tatuí

Ainda sobre a ausência de Altamiro Carrilho no 3º Festival Brasil Instrumental em Tatuí, publicamos o depoimento da flautista Corina, que ia acompanhá-lo como integrante da Cambanda:

- O Altamiro não foi, parece que ele avisou um dia antes, aí a Cambanda tocou sem Altamiro, tivemos que chamar um saxofonista (Vinicius Dorin) para tocar com a gente (ai que pena, ia tocar com o meu ídolo:( ), é que os arranjos estavam prontos, aí meu professor passou a manhã escrevendo a parte do sax e eu a das flautas; virou uma bagunça, mas graças a Deus deu tudo certo no fim.

(F. G.)

***

O Traço volta a fazer a União!

Pois é, o Traço de União está de volta. Depois de três meses de "repouso", digamos, a roda de samba volta, em novo endereço (um galpão no Largo da Batata, em São Paulo: Rua Cláudio Soares, 73, Pinheiros) - mas a animação e a feijoada continuam as mesmas! O retorno é em grande estilo, com as presenças do padrinho da roda Luís Carlos da Vila e da pastora Tia Surica, da Velha Guarda da Portela, no sábado, dia 29 de novembro, a partir das 13h30. A primeira casa de shows especializada em brasilidade terá intensa programação de quarta a domingo, iniciando já no dia 3 de dezembro, com os Filhos de São Matheus na happy hour. O galpão também deve abrigar lançamentos de CDs e livros, exibição de filmes e muito mais. Acompanhe a programação pelas Dicas. Aos amigos do Traço de União, desejamos muito sucesso em sua luta pela valorização da nossa cultura!

(F. G.)

***

Misturou e Mandou

Concordo que "fantasia" seria bem adequado para o arranjo de "Aquarela do Brasil", suíte rítmica foi uma certa "invenção" terminológica mas.. tudo bem. Obrigado mesmo pelos comentários, achei bem interessantes e procedentes, achei legal sua atenção em analisar detalhadamente. Um abraço.

(Ricardo Camargos, pianista)

***

CAPES - O presidente garante o portal!

No Mistura e Manda nº 17, nos engajamos na campanha para manter o portal de periódicos da CAPES no ar. O presidente da CAPES, Marcel Bursztyn, concedeu em outubro uma entrevista ao Jornal da Universidade, editado pela UFRGS, garantindo a continuidade do portal em seus moldes atuais: "O Brasil foi o único país que atinou para a importância de criar um portal nacional, enquanto outros países têm portais por universidades". Explica ainda que os contratos atuais com editoras estão sendo revistos, porque incluíam uma cláusula injustificável de aumento do custo da assinatura quando uma nova universidade se credencia para acessá-lo - havendo mais leitores, o custo deve diminuir. Ele estuda a possibilidade de cancelar a assinatura de periódicos com baixo índice de leitura no portal. Leia a entrevista completa de Bursztyn em http://www.ufrgs.br/jornal/outubro2003/central.html.

(F. G.)

***

Redondinho

A superjovem bandolinista Elisa Meyer Ferreira, de 10 anos, está participando do I Festival de Música Popular CCB-Internet com sua polca "Redondinho". Para votar nela, entre na página do Clube de Compositores do Brasil e aguarde a abertura de uma janelinha pop-up, onde tem um link para a lista das músicas concorrentes. Acessada a lista, localize o nome da Elisa e clique no nome da música para votar, seguindo as instruções que vão aparecendo na tela. A eleição segue até 30 de novembro e os artistas mais votados tocam na final que acontece dia 19 de dezembro no Guarujá (SP).

(F. G.)

***

Cada macaco no seu galho

Realmente vivemos numa democracia. O técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira, continua solto, mesmo após chamar o presidente Luís Inácio Lula da Silva de "macaco". Foi o que ele, no mínimo, sugeriu ao arrematar com a frase "Cada macaco no seu galho" sua resposta a comentários presidenciais ao desempenho do Brasil num jogo das Eliminatórias. Além de lembrar o clássico samba (intitulado, justamente, "Cada Macaco no Seu Galho") do compositor baiano Riachão - que Caetano Veloso e o ministro Gilberto Gil gravaram em 1972 e em 1993 - Parreira recordou o saudoso João Saldanha, que respondeu ao presidente-general Emílio Médici palavras semelhantes às do atual técnico: "Eu não palpito no ministério e o presidente não escala a Seleção". É que Médici queria que Saldanha convocasse o centroavante Dario (o Dadá Maravilha) para a Copa de 1970. Não foi o único episódio nesse estilo: Fernando Henrique Cardoso sugeriu a Luís Felipe que levasse Romário em 2002. Felipão não chamou Romário e ganhou a Copa, sem bate-boca. Agora, nesse caso o mais sábio foi Zagalo, que, nomeado técnico no lugar de Saldanha, agradou Médici convocando Dario e ganhou a Copa sem colocá-lo em campo em nenhuma partida....

(F. G.)

Copyright © 2003. É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo do Brasileirinho para fins comerciais