Misture e Mande

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Mistura e Manda

Nº 35 - 9/2/2004

Novidades no Brasileirinho

Entrou no ar nesta semana a entrevista com o flautista Danuzio Lima, maranhense que vive em Miami e participa do Clube do Choro daquela cidade californiana. Casado com uma gaúcha, ele esteve passando as festas de final de ano em Porto Alegre, onde teve a oportunidade de tocar numa roda de choro com o grupo Bem Brasil, no Café dos Açorianos.

(Fabio Gomes)

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Estação Primeira do Samba

A Mangueira e o Tom Brasil, de São Paulo, estão criando em parceria a Estação Primeira do Samba. Trata-se de uma nova casa de espetáculos onde, na batida do samba, estarão reunidos a cultura, o turismo, as atividades sociais e o entretenimento. O lançamento do projeto acontece nesta segunda, 9, na quadra da escola.

(F. G.)

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Duas Columbias?

A respeito da atuação no Brasil da gravadora americana Columbia é comum encontramos a informação de que eram duas empresas diferentes (o que é parcialmente correto) e também que teria havido duas gravadoras americanas diferentes com este mesmo nome (o que não é verdade).

Realmente, em termos de Brasil, eram duas empresas diferentes. A Columbia americana inaugurou sua filial brasileira em 1929, em São Paulo. Na época, várias outras multinacionais do disco se estabeleciam no Brasil, aproveitando o filão que representava o início das gravações elétricas, que barateavam o custo de produção. Representada aqui pela firma Byington e Cia., que também investia em cinema (produziu, por exemplo, o nosso primeiro musical importante, Coisas Nossas, em 1931), a Columbia optou por se retirar do país em 1943. Nunca descobri ao certo o motivo dessa retirada, mas ao que parece deve ter sido uma decisão tomada repentinamente, pois nem a propriedade sobre o acervo já gravado a empresa se preocupou em manter. Tudo o que a Columbia produzira nesses 14 anos passou à sua sucessora, a Continental, que se tornaria a mais importante gravadora nacional nos anos 50.

A matriz americana da Columbia retomou em definitivo sua atuação no Brasil novamente na capital paulista, em 1953 (conforme vimos no Mistura e Manda Especial dos 450 Anos de São Paulo). Em meados de 1962, adotou o nome CBS (Columbia Broadcasting System), sem dúvida uma forma da empresa, já então dona de uma das maiores redes de TV dos Estados Unidos, de unificar sua imagem para o público. Nessa década de 60, comandada por Evandro Ribeiro, a CBS conseguiria reunir o maior elenco de artistas da Jovem Guarda, a começar por Roberto Carlos. Esse elenco firmou a cara da gravadora como especializada em pop-romântico-e/ou-brega, que assegurou sua liderança de mercado nos anos 80 - período em que a fábrica prensava, além de sua própria produção, os discos da Som Livre.

A japonesa Sony, ao adquirir o complexo de comunicação e entretenimento em 1991, voltou a utilizar por algum tempo o nome Columbia em alguns discos. Hoje, ele só aparece eventualmente em coletâneas editadas em parceria com a Som Livre - aqueles que você vê na TV como "um lançamento Globo Columbia".

(F. G.)

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