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Mistura e Manda

Nº 91 - 7/3/2005

Novidades no Brasileirinho

Entrou no ar na quinta, 3, o artigo A Grande Família Itinerante - Um Caso de Samba, sobre a banda porto-alegrense que se apresenta nas quadras das escolas de samba. O texto foi escrito pela estudante de Antropologia Maria Albers, como preparação para seu trabalho de conclusão de curso. Você pode colaborar com ela, enviando sua opinião sobre o artigo através do link existente na página. Leia mais sobre a Banda Itinerante aqui no Brasileirinho no Mistura e Manda nº 9.

Também divulgamos na quarta, 2, os eventos de março do Tear Música Brasileira, na FA.RS (Porto Alegre), na Agenda Cultural Brasileirinho.

(Fabio Gomes)

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Brasileirinho, o Espetáculo

Outra novidade é a nossa parceria com a Cia. Sandrinha Sargentelli, que estréia o espetáculo musical Brasileirinho no Ópera São Paulo na quarta, 9. Leia o material especial que preparamos na página Brasileirinho, o Espetáculo e aproveite para assistir o show com 20% de desconto, uma promoção especial exclusiva para leitores do Brasileirinho, o site.

(F. G.)

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Recriando a Criação

A artista plástica Juliana Cupini garante: não pensou em Martinho da Vila quando resolveu batizar como Recriando a Criação sua primeira exposição individual, em cartaz no Espaço T Cultural Tereza Franco (Câmara Municipal, Porto Alegre). Entre os desenhos de Juliana e o samba lento que Martinho compôs com Zé Catimba e lançou no LP Criações e Recriações (RCA, 1985), posso ver em comum apenas referências históricas e uma atmosfera sensual. O clima de sensualidade é o forte da música ("Ao provar do seu batom/ Fui deixando me envolver/ Mandei a razão pros ares"), enquanto a referência a vultos históricos sinaliza uma quebra (ou melhor, uma superação) de expectativa da mulher a respeito do desempenho do homem ("Ela me quis um Rondon/ Mas diz que eu fui um Zumbi/ Sensual rei dos Palmares").

De forma semelhante, em seus desenhos Juliana traz referências históricas e quebra de expectativas. Todos os trabalhos da exposição partem de obras clássicas do Renascimento, em "versões" nas quais a figura da mulher ocupa o lugar de destaque que os artistas do século XVI davam ao homem. Um exemplo é o desenho Adão?, em que uma mulher nua está na famosa pose de estender a mão para receber o sopro de vida do Criador, pose esta consagrada pelo italiano Michelangelo Buonarroti (1475 - 1564) no teto da Capela Sistina (Roma). Mesmo partindo de obras em que a mulher já aparecia em posição central, como a escultura Pietà, também de Michelangelo, Juliana ousa: em Piedade?, a figura que consola o Cristo deposto da cruz usa uma burka, roupa imposta às mulheres do Afeganistão pelos talibãs. Falei antes que os desenhos e a música tinham em comum uma "atmosfera sensual". Se ela é facilmente identificada como ponto central do samba de Martinho, nos desenhos de Juliana a questão é mais complexa. É certo, há alguns nus, como o já citado Adão?, mas sua presença na composição não me parece querer despertar nenhum desejo carnal no espectador. Neste ponto, a obra-síntese da mostra é Gioconda-Mártir, aliando referência histórica, quebra de expectativa e muuuita ousadia. Numa releitura do tema da Crucificação, utilizado por inúmeros pintores, quem ocupa o lugar de Jesus Cristo na cruz é a famosa figura da Mona Lisa, do quadro pintado pelo italiano Leonardo Da Vinci (1452 - 1519), usando apenas uma coroa de espinhos e uma sumária túnica sobre o ventre - e sorrindo, naturalmente.

A exposição Recriando a Criação segue até sexta, 18. De 2ª a 5ª, das 9 às 18h; 6ª, das 9h às 16h. O endereço: Av. Loureiro da Silva, 255, Centro (Porto Alegre).

(F. G.)

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Que fevereiro, tchê! (2)

No Mistura e Manda nº 38, comemorávamos o expressivo número de visitas ao Brasileirinho em fevereiro de 2004, que superara todos os recordes anteriores: 5.592 internautas geraram uma média diária de 40 acessos à página principal e 407 page views.

Pois bem, novamente em fevereiro de 2005 batemos todas as marcas já registradas: foram 12.998 leitores, 99 acessos à página principal por dia e 1.024 page views diárias, em média.

Portanto, se é certo afirmar que a História se repete, no nosso caso podemos acrescentar que ela se repete muito melhor!

(F. G.)

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