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Cinco Perguntas para... LIZA MARIA

Por Fabio Gomes

 

BRASILEIRINHO - Como iniciou o teu interesse pela música e, em especial, pelo violão?

LIZA MARIA - A música sempre fez parte de minha vida. Desde músicas que mamãe cantava em casa, a propagandas de rádio ou TV. O interesse foi notado por mamãe, muito cedo. Aos quatro anos meu bolo de aniversário já era um violão. Nasci no Dia da Música, sem escolha. Meu nome foi tirado de uma música de Cat Stevens, também sem escolha. E também não escolhi a música, ela me escolheu, e agora quem não tem mais escolha sou eu.

B - Foste comparada a Baden Powell aqui em Porto Alegre. Ele seria realmente uma das tuas influências?

L - Me constrange um pouco essa comparação, apesar de gostar. Talvez sim, porém minha maior influência é a música popular brasileira, com todos os seus ícones e toda a sua capacidade interpretativa.

B - Apresentaste uma composição tua intitulada “Yamandú”. Gostaria que falasses de teu contato com este jovem mestre do violão e de saber se já aconteceu de vocês tocarem juntos.

L - Conheci Yamandú (Costa) em Florianópolis no início de 2002, nos falamos rapidamente e eu ainda não tinha composto o tema. Depois disso, meus contatos se transferiram para sua produtora, Bia. Não chegamos a tocar juntos, “ainda”. Admiro muito seu trabalho, principalmente de sua mão direita cheia de referências tradicionalistas e principalmente viscerais.

B - Promoves aproximações muito interessantes de músicas durante teu show, como aquela seqüência de “Wave”/“Estrada do Sol”/“Trilhos Urbanos”. Ensaias dessa forma ou isso surge na hora?

L - Muitas colagens acontecem na hora e, quando dá certo, eu repito. Gosto de manter esse ar de liberdade, principalmente, gosto de me localizar, de me sentir bem no local do show. Isso interfere claramente. Se o show está intimista, trabalho o íntimo. Do contrário, solto a mão direita e ensurdeço a torcida.

B - Já existem planos para um CD, com composições próprias e/ou releituras?

L - Meu projeto atual é fazer shows com esse repertório até o final do ano. No início do ano que vem, pretendo fazer um trabalho com músicas de Milton Nascimento. Após isso, pretendo fazer um show em homenagem a Baden. E para o ano de 2005, terei como meta gravar meu primeiro CD autoral, porém está prevista mais uma gravação de CD demo, ainda este ano.

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