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O RIO DE JANEIRO CONTINUA LINDO!

Por Mestre Affonso

 

Saímos de Belo Horizonte na sexta-feira, 7 de outubro de 2005: eu, Eliana Jansen (cantora), Mathias (sambista) e Fabinho do Terreiro (um dos maiores compositores das Gerais). A meta principal era irmos ao Rio para tratarmos com Alceu Maia dos procedimentos do primeiro CD da cantora Eliana Jansen. O CD será produzido pelo trio: Alceu Maia, Rildo Hora e Ivan Paulo. Chegamos no Rio na própria sexta-feira e fomos diretamente para o Pagode do Toninho Geraes, lá em Laranjeiras. Casa lotada de bambas, que foram acompanhados pela rapaziada do Cacique de Ramos. Foi uma noite memorável porque relembramos Silas de Oliveira, Mano Décio da Viola, Cartola, Dona Ivone Lara e outros dessa estirpe.

No sábado, ao meio-dia, na Marina da Glória, embarcamos na “Arca do Partideiro”, idéia do Toninho Geraes. O negócio é o seguinte: o Toninho alugou uma escuna com capacidade para 150 pessoas, chamou a rapaziada do grupo Galo Cantou, e por seis horas cantamos e tocamos samba, ao longo da baía de Guanabara. Buffet de primeira, muita cerva gelada, gente do samba, alegria geral. Acabada a festa, voltamos para o hotel, tiramos uma pestana e à noite fomos para a quadra da minha amada e idolatrada Estação Primeira de Mangueira, onde tomamos mais um porre de felicidade.

Na chegada fomos recebidos pelos diretores da Manga; daí em diante, fomos tratados como reis. Curtimos muito mais uma eliminatória do samba-enredo, fiquei fascinado com o samba dos autores: Amendoim, Lequinho, Fionda e Aníbal. Isso sem falar, e já falando, da Tabajara (bateria da Mangueira), que é um show à parte. Ao ouvir o som daquela maravilhosa bateria, confesso que chorei de emoção. Era como se todos os bambas descessem dos céus e ao meu lado cantassem os mais lindos sambas daquele chão abençoado pelo Criador.

No domingo recebi um telefonema, era o meu querido amigo Jorginho do Império, convidando-me para participar do seu programa na Rádio Carioca. O programa é o maior barato, porque dele participam os maiorais das escolas de samba. Muito papo, muita informação, muito samba nas duas horas em que lá estive. E para fechar a viagem com chave de ouro, no domingo à noite fomos assistir no Olimpo, a maior casa de shows que já conheci, um show em dose dupla, Jorginho do Império e Arlindo Cruz.

Quando de madrugada voltei para o hotel, agradeci a Deus por tanta felicidade, abri a janela e gritei:

- O Rio de Janeiro continua lindo!

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