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NOVOS GRUPOS NA RODA DO CHORO

Por Fabio Gomes

 

 

Luís Machado (do Grupo Reminiscências) vem ministrando Oficinas de Choro no Santander Cultural (Porto Alegre) desde o verão. Alguns participantes destas oficinas já se apresentaram na roda que o Café do Cofre (também no Santander) promove no último sábado do mês, mas era indispensável que eles viessem a tocar num ambiente em que as pessoas estivessem ali especificamente para ouvi-los. Esse momento chegou na noite de 6 de julho de 2004, em mais uma edição da série Na Roda do Choro (Sala Luís Cosme - Casa de Cultura Mário Quintana).

As formações que tocaram não são fixas, visam a dar oportunidade a que todos em algum momento solem ou acompanhem. Integrantes do Reminiscências e da Camerata Brasileira reforçaram alguns grupos. Foi assim já com o primeiro, que, ao lado dos oficineiros Rui (cavaquinho) e Marcelo (bandolim), teve Luís Barcelos (da Camerata) no violão de 7 e Soleno (do Reminiscências) no pandeiro. Curiosamente, o repertório era de autoria dos bandolinistas Izaías ("Prantos") e Jacob ("Falta-me Você" e "Migalhas de Amor"), mas quem comandou as operações foi Rui no cavaco.

Soleno continuou no palco para acompanhar o segundo grupo, em que Maxwell (violão) e Elias (cavaquinho)(já conhecidos dos freqüentadores da Roda) fizeram a base para o flautista Matheus exibir um fôlego invejável em peças de Pixinguinha como "Cochichando" e "Vou Vivendo" - esta, uma interpretação digna dos melhores elogios.

O terceiro grupo mostrou ao público os talentos de Luís Henrique (que tocou na roda inaugural do Café do Cofre) ao violão, Calzari no bandolim e Rocha no cavaquinho. O pandeiro? Soleno, que chegou a fazer menção de sair mas foi chamado de volta. O quarteto tocou "Poético" (Juventino Maciel) e "Chorando com Wilson Maria" (Rossini Ferreira).

Soleno saiu aplaudido quando, enfim, o quarto grupo trouxe outro pandeirista: Dino, que toca junto com o cavaquinista Fernandinho e o violonista Rafael Mallmith no Bebendo do Samba. Este quarteto fez a base para o solo de dois executantes de instrumentos de sopro, fato raro no choro gaúcho: Patrick (flauta) e Gabriel Fischer (clarinete). Os dois alternaram solos numa bela execução de "Chorando Baixinho" (Abel Ferreira), outro grande momento da noite. Gabriel saiu-se muito bem ainda em "Doce de Coco" (Jacob) e "Eu Quero é Sossego" (K-Ximbinho). A dupla de sopristas voltou a somar forças em "Choro Clássico" (Plauto Cruz) e "Proezas do Solon" (Pixinguinha).

Para encerrar, voltaram ao palco Rui e... Soleno! Eles, ao lado de Mallmith e de Rafael Ferrari (bandolim), formaram o quarteto que interpretou "Labirinto" (Juventino Maciel) e uma versão inspirada de "Noites Cariocas" (Jacob), com muito improviso.

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