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OS PARALAMAS DO SUCESSO HOJE

Por Bruna Machado

Shows como o d'Os Paralamas do Sucesso em Belém no dia 11 de agosto levam qualquer pessoa, fã ou não, a fazer os cálculos para saber quando será a próxima vez que verá um espetáculo desses. De 2005 para 2006 foram exatamente 405 dias de espera. Durante esse tempo, Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone deram um belo presente para a comunidade paralâmica, o álbum Hoje. A turnê, mesmo carregando o nome do CD, dele possui somente cinco músicas: “2A”, “Pétalas” (parceria dos Paralamas com o também poeta Nando Reis), “Na Pista”, “De Perto” e “Soledad Cidadão” (Herbert - Pedro Luís). Fizeram falta músicas como “Hoje” e “Ao Acaso”, mas, realmente, não há do que reclamar. (NE: Todas as músicas citadas no texto são de autoria de Herbert Vianna, salvo indicação em contrário.)

Com ou sem elas, qualquer show desse trio “pega fogo”. O Barone, na sua bateria, concentrado, mas com batidas extremamente fortes, aumentando o volume do som, deixa todos completamente em êxtase. O Bi, no baixo, tirando notas que só ele consegue, o que torna as músicas dos Paralamas únicas, encaixando sob medida melodias perfeitas com poemas maravilhosos. O Herbert... Ah, o Herbert! Quem olhava, notava que a vontade dele era ficar cantando no meio do público...

Mesmo com as músicas novas carregando o “Selo Paralâmico de Qualidade”, foram as antigas que fizeram o chão da Assembléia Paraense tremer. Quem poderia imaginar que músicas como “Melô do Marinheiro” (Bi - Barone) e “Por que não eu?” (parceria perfeita: Herbert – Leoni) entrariam no show? Foi a primeira vez nos quatro últimos shows em Belém que os Paralamas tocaram essas músicas. Já “Óculos”, “Uma Brasileira” (Carlinhos Brown - Herbert), “Alagados” (Herbert - Bi - Barone) e “O Beco” (Herbert - Bi), entre outras, são da categoria “todo show tem”, mas tudo bem: músicas dos Paralamas não enjoam. Mesmo se houvesse show deles dez vezes no ano, com certeza ninguém reclamaria.

O clássico vai-e-volta possui, entre as cinco cantadas, “Vital e Sua Moto”, que (na minha humilde opinião) é a alma dos Paralamas. Na última, eles fazem uma pergunta: “Should I stay or should I go?”. Na verdade, esse trio vai sempre ficar. Na lembrança do paraense que esperará, por um ano, o próximo espetáculo.

Daqui a um ano tem mais.

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