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“NA RODA DO CHORO” ARRANCA ELOGIOS DA PLATÉIA

Por Fabio Gomes

 

Encerra a 17 de dezembro a temporada 2002 do projeto “Na Roda do Choro”, que acontece todas as terças, às 19h, na Sala Luís Cosme (Casa de Cultura Mário Quintana – 4º andar). É de lamentar que o público porto-alegrense ainda não tenha despertado para o ciclo de apresentações, que sempre reservam surpresas da melhor qualidade.

No dia 3 de dezembro, a Camerata Brasileira mostrou duas composições de seus integrantes: “Deixa Assim” (Rafael Mallmith), no qual Rafael Ferrari imitou uma cuíca no bandolim, e “Hamiltando” (Rafael Ferrari – Luís Barcelos – Rafael Mallmith, num caso raríssimo de choro com três autores), uma homenagem ao bandolinista brasileiro Hamilton de Holanda, atualmente radicado na França. Além disso, o arranjo da Camerata para “Bachianas Brasileiras nº 5 – Ária” (Heitor Villa-Lobos), que já destacamos no artigo “Na Roda do Choro” Começa Bem, foi elogiado publicamente pelo flautista Tito, que estava na platéia. Tito afirmou que até ali considerava o melhor arranjo popular para esta música o feito por Radamés Gnattali para Elizeth Cardoso, mas que a Camerata o superou, numa execução de alta qualidade, que poderia ser aplaudida em qualquer lugar do mundo.

Luís Barcelos, violão de 7 da Camerata, acompanhou o Grupo Reminiscências ao cavaquinho em “Choro Negro” (Paulinho da Viola) e “Implicante” (Jacob do Bandolim), este também com o percussionista Sidnei (ele não é apenas um pandeirista, toca caxeta, castanholas, sino...). Uma hora, Sidnei surpreendeu tocando agê com vassourinhas de bateria!

O cavaquinista Luís Arnaldo foi o convidado do Reminiscências, com uma boa seqüência de choros de Waldir Azevedo (“Pedacinhos do Céu”, “Delicado”, “Minhas Mãos, Meu Cavaquinho” e “Carioquinha”), além de Jacob (“Doce de Coco” e “Noites Cariocas”) e Pixinguinha (“Lamento”). Luís Arnaldo usou a primeira corda do cavaquinho afinada em “mi”, como o Henrique Cazes.

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