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“NA RODA DO CHORO” CADA VEZ MELHOR

Por Fabio Gomes

 

Os grupos Reminiscências e Alma Brasileira, no seu projeto “Na Roda do Choro”, cada vez mais fogem do formato “show” para fazer mesmo uma roda. A apresentação de 26 de novembro de 2002 estava, como diz o ditado gaúcho, “loca de especial”. Quem começou a tocar foi o Reminiscências. Não demorava muito, um ou mais músicos eram substituídos, com exceção do violonista Luís Machado.

O momento alto foi quando Rafael Ferrari (bandolim) e Luís Barcelos (cavaquinho), ambos do Alma Brasileira, acompanhados do pandeirista Sidnei, integraram-se ao Reminiscências (detalhe: Luís, no Alma, toca violão de 7 cordas. Mas vai muito bem nos dois instrumentos). Em meio a uma bela seqüência de choros de Jacob do Bandolim (“Bonicrates de Muleta” foi muito bem executado), o grupo mandou ver no clássico “Odeon” (Ernesto Nazareth), apresentou “Minha Vida” (Rafael Ferrari) e simplesmente arrasou no “Um a Zero” (Pixinguinha). Rafael conseguiu a proeza de reproduzir, em seu bandolim, os floreios que Pixinguinha fazia no saxofone!

No repertório da noite, rolou ainda Waldir Azevedo (“Cinema Mudo”, parceria com Klécius Caldas, e “Moderado”), Fon-Fon (“Murmurando”) e Avendano Jr. (“Liberdade”), entre outros. Esse, realmente, é um mérito do projeto: a variedade de repertório. Os clássicos do choro aparecem, sim, mas sempre ao lado de músicas pouco ou nada conhecidas do grande público.

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