Brasileirinho - Principal

Voltar ao Menu

Cinco Perguntas para... ADRIANA DEFFENTI

Por Fabio Gomes

 

BRASILEIRINHO - Adriana, estás lançando em dezembro de 2002 o teu primeiro CD, Peças de Pessoas. Já lançaste um “CD demo” em 1999, Quem te Ensinou a Dançar?, com repertório de MPB e predominância de compositores gaúchos. Teu novo trabalho mantém esta linha ou apresenta mudanças?

ADRIANA - O repertório continua praticamente o mesmo e se eu tivesse que escolher um estilo determinado não poderia dizer outra coisa senão MPB. Existem diferenças muito grandes quanto à concepção dos arranjos. Misturas de acústicos e eletrônicos, mudanças nos andamentos das canções... Isso também gerou novas interpretações da minha parte. Eu não poderia cantar as músicas da mesma forma que antes.

B - Tens participado recentemente de projetos de circo-teatro como Circo Girassol - Pão e Circo ou de dança como Alma Tonta e Lixo, Lixo Severino. Como vês esta interação do teu trabalho como cantora com outras formas de expressão, e como foi que chegaste a estes projetos?

A - Eu me divirto muito usando as coisas que sei fazer em detrimento de toda e qualquer expressão artística. Acho que é uma questão de personalidade mesmo. Falam de “artista de palco”... Acho que eu sou uma “artista de palco” mesmo, porque expressar, trocar com o público de cima de um palco cantando, interpretando, dançando, é o que me deixa mais feliz como artista. Além disso, um ponto importantíssimo destes trabalhos é o quanto eu aprendo. Eu tive muita sorte de trabalhar com profissionais sérios. O Eduardo Severino, por exemplo, é um artista de uma capacidade incrível. Tem uma visão plural, muito ampla do exercício da dança. A experiência que tive no Circo Girassol é inestimável e o processo que estou passando em As Sete Caras da Verdade, com o Nico (Nicolaiewsky) tem me ensinado horrores. Cheguei nestes projetos como convidada por pessoas que já conheciam o meu trabalho e também por afinidade artística, idéias em comum com amigos.

B - Quatro anos depois de resolveres assumir a carreira de cantora, como relembras os receios que sentias no início? Acreditas hoje que eles tinham fundamento?

A - Todo fruto da intuição tem fundamento. Tudo em que se pensa demais não tem nenhum fundamento. É sempre assim.

B - Ao lado de teu trabalho na música popular, desenvolves um estudo de repertório clássico e chegaste a cursar um semestre de Música no Instituto de Artes da UFRGS. Tens algum projeto específico que pretendas desenvolver na área erudita?

A - No momento participo das gravações da ópera cômica As Sete Caras da Verdade, de Nico Nicolaiewsky. É um trabalho que exige habilidades de atriz e cantora lírica. Em Alma Tonta eu também utilizo a técnica do canto clássico, subvertendo-a em muitos momentos. Gosto de usar o conhecimento e a técnica com essa liberdade. No momento, naquilo que se pode chamar de música erudita, não tenho nenhum trabalho.

B - Planejas detalhadamente tua carreira ou preferes deixar acontecer?

A - Um pouco das duas coisas.

Copyright © 2003. É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo do Brasileirinho para fins comerciais