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LUCÉLIA SANTOS fala de sua amizade com ELIS REGINA (2002)

Por Fabio Gomes

Ouça o depoimento

 

“Eu conheci Elis no palco, quando ela tava fazendo um show no Canecão. Eu acho que era Saudades do Brasil o nome do show, mas eu não tenho certeza. Acho que foi o último show que a Elis fez com o César Camargo Mariano. Era um show fantástico! Fantástico! Eu fui com a Regina Duarte, que também é minha superamiga, uma pessoa que eu adoro e também era fanzoca da Elis. Fomos assistir ao show e depois fomos jantar juntas, todas, e foi uma noite muito agradável, eu me lembro, a gente se divertiu pra caramba, fomos jantar no Leblon. E ficamos muito amigas, porque na época eu era casada com o maestro John Neschling, que também é músico, erudito, hoje é o diretor da Sala São Paulo, em São Paulo, da OSESP. E a Elis gostava muito de ir lá pra casa, o Johnny tocava ao piano e ela cantava... Ela ligava, dizia: “Bota água no feijão que eu tô indo praí”... E durante esse período - e não foi um período muito longo, logo depois ela morreu - ela freqüentou bastante a minha casa com Johnny e eu fiquei muito afeiçoada a Elis. Tanto que eu soube da morte dela, eu tava em Nova York, eu tava grávida do Pedro e eu fiquei muito triste, muito, eu demorei muito a realizar que a Elis tinha mesmo morrido. E pronto, assim, ficamos amigas, brincávamos, conversávamos muito. Naquela época, ela tinha convites para ir embora do Brasil, pros Estados Unidos pra fazer carreira internacional, e ela tava superdividida, porque a Elis tinha uma grande identidade com o Brasil, né?”



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