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Misture e Mande

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Mistura e Manda

Nº 22 - 01/11/2003

Aos leitores

Esta semana, em virtude da cobertura do I Congresso da Música Instrumental Brasileira (SESC Vila Mariana, São Paulo, 4 a 6/11) e do III Festival Brasil Instrumental (Conservatório de Tatuí, SP, 8 a 15/11), o Mistura e Manda circula antecipadamente. Semana que vem, excepcionalmente, não haverá nova edição, voltando tudo ao normal após o dia 16 de novembro.

(Fabio Gomes)

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Pérolas do 9º Congresso de Jovens Empresários

Teve grande sucesso a realização do 9º Congresso Nacional de Jovens Lideranças Empresariais, entre os dias 30 de outubro e 1 de novembro na PUC-RS. Entre as diversas palestras, destacamos algumas pérolas:

(F. G.)

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Nora Ney

Nesta semana, faleceu a cantora Nora Ney, nascida Iracema de Sousa Ferreira em 1922. O peseudônimo era uma adaptação do seu primeiro nome artístico, Nora May, adotado quando desistiu de ser contadora e, levada por Dick Farney, estreou na Rádio Tupi, em Fantasias Musicais, cantando em inglês. Ao substituir Aracy de Almeida no programa Rádio Seqüência G-3, Nora foi convencida por Haroldo Barbosa a cantar em português. Iniciava aí a carreira de uma grande baluarte do samba-canção, aliando temas de fossa com uma interpretação refinada, como já se notava no seu primeiro sucesso, "Ninguém me Ama" (Antônio Maria - Fernando Lobo), de 1952.

O seu domínio do inglês fez com que ela entrasse para a história do rock brasileiro como Pilatos no credo, sendo a escolhida para lançar "Rock Around the Clock" (Max Freedman - Jimmy DeKnight), gravado como fox. Uma turnê pela União Soviética no começo dos anos 1960 com o então companheiro Jorge Goulart (eles só se casariam em 1992, mas viviam juntos desde 1953) foi o motivo que os novos donos do poder a partir de 1964 queriam para demitir o casal da Rádio Nacional, acusados de... comunismo. Nora continuou ativa, cantando ao lado de Jorge, Jamelão e, a partir de 1989, das suas colegas do tempo de Rainha do Rádio (título que obteve em 1953): Carmélia Alves, Violeta Cavalcanti, Ellen de Lima, Zezé Gonzaga e Rosita Gonzales.

(F. G.)

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Alma Brasileira no Paraguai

Quando ouvi pela primeira vez a Camerata Alma Brasileira, numa roda de choro de Porto Alegre, no ano passado, pensei: Esses caras vão longe. Pois não é que foram mesmo? Nesta sexta, 31 de outubro, eles fizeram o espetáculo de encerramento da última noite do Encuentro Internacional de Guitarra - Guitarra&Luz Guitar Series, que iniciou no dia 29, na sala Agustín Barrios - Centro Paraguayo Japonés, em Asunción, Paraguay.

(Só para quem ainda não sabe, guitarra é o nome do violão em espanhol).

(F. G.)

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