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SARAU 2007 - CAPITÃO DO MATO

Estes textos, escritos por estudantes da turma 1017 do Colégio Estadual Vicente Jannuzzi (Rio de Janeiro) a partir da música "Capitão do Mato" (Paulo César Pinheiro - Vicente Barreto), gravada por Maria Bethânia no CD Brasileirinho, foram apresentados no evento Brasileirinho: Sarau de Filosofia e Poesia no Bosque, realizado no bosque da Barra da Tijuca, na tarde de 4 de setembro de 2007, dentro da continuidade ao Projeto Brasileirinho - Os Tons da Aquarela Cultural de nosso País.

1

Capitão do Mato - uma crônica

(Marisa Santanna de Oliveira, Rosângela Regina H. dos Santos e Roseane Cristina Nascimento)

Na opinião do grupo, a letra da música "Capitão do Mato" de autoria de Paulo César Pinheiro e Vicente Barreto e interpretada por Maria Bethânia é de fácil entendimento e bastante emotiva na colocação das palavras, pois se entende claramente que "narra" a fuga de um escravo da casa de seu senhor, além de narrar todos os sentimentos do escravo quando ele se lança em tal fuga. A música nos passou muita emoção, principalmente na parte em que diz: "Eu vi que o vento zuniu"; entende-se toda emoção que o escravo fugitivo estava sentindo naquele momento: o sentimento de liberdade, a sensação do vento correr pelo corpo, o sentimento de alegria, entre outros.

Pensamos que esse escravo fugitivo busca o quilombo e quando o alcança é aclamado e vestido de rei com uma grande festa. Porém o escravo não esquece que todo o sacrifício não foi em vão, ou seja, sua fuga teve uma proteção; MUTALAMBÔ - ele sim, o verdadeiro Capitão do Mato - o caçador, o protetor dos escravos quilombolas.

Na nossa opinião, a interpretação da cantora é importante para que se possa entender melhor uma letra tão bonita - Maria Bethânia mostrou acima de tudo uma paixão que contagiou a todos e nos fez pensar no passado e presente do nosso país.

2

Esperança Ferida

(Márcia Silva Alves)

Escravo do medo
Escravo da injustiça
Escravo da dor

Horror, violência,
Autoridade branca
Vidas e alegrias roubadas
Escravos da esperança

Justiças inexistentes
Fé perdida e nunca encontrada
Esperança ferida
Almas ensangüentadas

A alegria do rico
A tristeza do pobre
A autoridade do branco
A desgraça do nobre

Egoísmo e imoralidade
Compaixão ignorada
Nunca reanimadas
Aquelas almas inconsoladas

Liberdade: um ser desconhecido
E bastante sonhado.
E o amor?
Assiduamente procurado,
Jamais encontrado.

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