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SARAU 2007 - SENHOR DA FLORESTA

Estes poemas, escritos por estudantes das turmas 1010 e 2001 do Colégio Estadual Vicente Jannuzzi (Rio de Janeiro) a partir da música "Senhor da Floresta" (René Bittencourt - Augusto Calheiros), gravada por Maria Bethânia no CD Brasileirinho, foram apresentados no evento Brasileirinho: Sarau de Filosofia e Poesia no Bosque, realizado no bosque da Barra da Tijuca, na tarde de 4 de setembro de 2007, dentro da continuidade ao Projeto Brasileirinho - Os Tons da Aquarela Cultural de nosso País.

4

Os Índios

(Adilson Martins da Silva)

Os nossos antepassados
Os que não precisam pagar impostos
Os que não precisam se preocupar com o atraso
Os que não se estressam.

Os que trabalham para si mesmos
Os que admiram e respeitam a natureza
Mas que estão perto da extinção
Porque podem perder sua cultura
E lutam para que isso não aconteça, porque eles são:

Os que não precisam enfrentar a fila
Os que criam seus filhos a seu modo de ir e vir
Os que não precisam de carros
Os que não precisam de dinheiro
Os que não precisam de ruas.

Os índios são aqueles que vivem em tribos.
Mas será que o homem conseguirá destruir o folclore indígena?

5

O Destino do Índio

(Ligiane da Silva Pereira,
Roberta da Costa Trindade,
Gabriela Alves da Costa e
Giseli Galdino da Silva)

Era uma vez um índio
que na margem pescava
e que ficou de queixo caído
pela índia
que o fitava.

A índia era linda,
porém mal sabia,
que por aquele índio
seu coração batia.

Mas o destino foi cruel
ao acertar o índio
com uma flecha em seu coração
deixando seu corpo
estirado no chão.

Mas na escuridão da noite
e na luz do luar
o índio surgia
chamando por sua amada.
Desde aquele momento
não fora mais vista,
a linda índia.

Dizem até hoje
que sobre essa mesma luz
e em algum lugar
os dois
unidos devem estar.

Mostrando que o amor
estava acima da vida e da morte
e que nunca será encontrado
Sentimento mais forte.

1

Senhores

(Viviane de Sales)

Senhor das árvores,
onde está você?
De longe,
qualquer um
pode avistar a destruição:
arco e fecha
agora fazem parte de histórias infantis,
são lendas.

Senhor da guerra,
o mais novo habitante da floresta
de sombras...
A linda flor de giz
transformou-se em noite escura,
mas, tudo bem, nenhum poeta
escreve perto do sol.

Senhor do deserto,
onde estão os animais?
Onde está o verde?
E os rituais da poesia?

2

Senhor da Floresta

(Carlos Luciano,
Jordan Henrique,
Priscila Maria e
Wallame Cristina)

Um guerreiro da floresta
vivia a pescar
no rio Chuí.
Seus olhos serenos
avistavam a Índia,
a filha do morubixaba
a mais linda dali.

Um dia o guerreiro
encontrado morto,
fora crivado de flechas
por outro tupi.
Anoiteceu, o vento zuniu
e a promessa se cumpriu.

A luz do luar
o brilho das estrelas,
chego a sonhar.
Oh! Virgem amada!
Nossas almas eternas
juntas passeiam pela floresta
nossas vidas para sempre
se tornarão uma festa....

Festa de Tupi
Festa de Tupã
Vida pra cada noite,
Noite pra cada manhã.

3

História

(Alessandra Borges,
Caroline Albuquerque,
Helen Rosário,
Joana Angélica e
Juliana Lopes)

E foi assim que aconteceu
o Senhor da Floresta chegou e cresceu
mostrou seu arco e flecha
e o respeito a cada dia floresceu.

Era um índio diferente
guerreiro da raça Tupi.
E os demais que ali habitavam
os seus passos queriam seguir.

Sua filha era formosa e bela,
herdava do pai a beleza singela
tal pai, tal filha,
ambos guerreiros de muita ousadia.

Existia também um rio.
O belo rio Chuí,
e foi ali que a tragédia
começou a se cumprir.

A filha formosa do morubixaba
desapareceu quando anoiteceu.
E assim atrás daquela montanha
para sempre adormeceu.

Era a virgem guerreira,
forte como uma oração
Na manhã aos pés de Tupã
duas almas se elevarão.

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